Número 141 – Recovery Day 2: “;”
Então decidiram voltar a ler este diário completamente deprimente. Começo a
ter pena de vocês. Para estarem a ler esta porcaria pela segunda vez é que provavelmente
a vossa vida deve ser uma valente treta e não têm mais nada de bom para fazer. Se
quiserem dou-vos o contacto do meu psiquiatra talvez vos vá fazer falta. Então
hoje tive uma recaída. Que bom não é, é algo extremamente brutal. Por isso hoje
vou tentar fazer um bonito texto humorístico sobre depressão.
Como é que me sinto com depressão? Simples, no jogo mais estúpido de “Já
chegamos?”, mas estou a jogar com a minha vida. A pergunta normalmente varia
entre: “Quando é que vou feliz?” ou “Quando é que posso morrer?”. Já sei o que
estão a pensar e sem dúvida existe uma um pouco mais deprimente que a outra, e
este prémio vai para a primeira. Parece que foi dita uma por uma pita na sua
primeira experiência de TPM. Isso é algo muito típico numa depressão, principalmente
nos homens, as comparações com o período. De facto, tal com o TPM, a depressão
é caracterizada por uma mística de sentimentos que não podemos controlar e que
para os outros parece simples.
O que vou falar hoje? Bem não faço ideia mais uma vez por isso vamos improvisar
o resto do texto. A minha parte de estar completamente fora da sociedade e das
pessoas durante estas quase duas semanas é que NÃO TENHO DE ATURAR PESSOAS. Cheguei
a conclusão de que não consigo aturar pessoas ou melhorar aturar pessoas
estúpidas e falsas e como estas inundas as ruas e as boas pessoas são cada vez
menos, estas férias impostas pela medicina impediram de me lidar com pessoas e
me fez pelo menos não me chatear. As pessoas são muito engraçadas não são? Parece
que te impõe te dês com pessoas que não queres te dar e pior QUE OBIRGUES A
FALAR COM ELAS. Para quê? Não seria melhor simplesmente não falares com essas
pessoas a não ser que seja estreitamento necessário e não teres de ser um falso
do caraças a frente das pessoas. Isto foi engraçado, estava com um amigo meu e chegou
uma pessoa que em privado tinha sido e valente cabra para comigo e começou a falar
com se nada fosse comigo e com ela. Eu obviamente não lhe dei bola, mas obviamente
fui eu que passei por mal-educado. Já viram a ironia desta situação.
O que eu aprendi ao longo desta vida? Não confiem em ninguém, mesmo em ninguém
nem em vocês próprios porque mais cedo ou mais tarde as pessoas vão desiludir e
vocês próprios vão se desiludir. Vai chegar a altura que vocês vão se desiludir
quando descobrirem que afinal a vossa princesa é uma porquitchona que gosta de múltiplos
falos e o vosso está apenas no top 500, vão ficar desiludidos quando tiverem no
amor louco e vosso melhor amigo, a vossa perna mais curta, tiver uma performance
que desilude e reparem que vão ter de recorrer até ao final da vossa vida a Libidium
Fast. Reparem desde a pedofilia no seio da Igreja Católica parece que de alguma
forma todas as formas de proteção da sociedade têm lados bastantes obscuros.
Bem acho que vou dormir não tenho mais nada para dizer, vemo-nos amanhã
provavelmente.
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