Número 53 ─ Para o Chester
Olá Chester, onde quer que tu estejas. Tu não sabes quem eu sou, mas acredita, influenciaste para sempre a minha vida. Eu comecei a ouvir a tua música com Collision Course, aquele álbum de colaboração que tu e os Linkin Park fizeram com o Jay Z. A primeira música que ouvi foi a Numb/Encore e fiquei boquiaberto. Naquela altura as pessoas com quem eu falava tinham mais apreço pelo Mike ou pelo Jay, contudo, eu sempre senti empatia pelo vocalista mais contido, o que não fazia rap, o que tanto gritava como cantava lindas melodias sem desafinar. Não sei, havia algo especial nele. Esse álbum passou em loop tanta vez no meu walkman que não sei como ainda funciona e não tem nenhum risco. Passado pouco tempo pedi incansavelmente para comprar o CD e DVD Life in Texas, a interpretação ao vivo num estádio de futebol dos maiores temas dos dois primeiros álbuns Hybrid Theory e o Meteora. Eu fiquei boquiaberto com o teu alcance vocal, com as melodias cruas das guitarras, com a mistura de géneros...