Número 6 ─ Regresso à escola
Primeiro texto do mês de setembro e já estou completamente saturado dos anúncios do regresso às aulas. O regresso às aulas tornou-se como o Natal os anúncios televisivos a invocar os produtos da época começam cada vez mais cedo. É tão flagrante que daqui a 5 anos os anúncios para o Natal vão começar a 26 de dezembro à meia-noite e um. Mas existe uma diferença muito clara entre ambas as campanhas: o sentimento que provoca nas crianças. Se os anúncios dos brinquedos do Natal trazem uma alegria incrível, um fascínio, seguido da frase: “Mãe compra-me”, os anúncios de regresso às aulas provocam um transtorno pós-traumático grave. As crianças sabem que se os anúncios de regresso às aulas estão a ser transmitidos só pode significar uma coisa: as férias estão a acabar e brevemente vamos voltar à mundana rotina que é o ano escolar e ninguém gosta da escola. A escola para qualquer miúdo é uma tortura tão má que parece ter sido administrado pela PIDE. E, assim, como manda os anúncios lá vamo...