Número 140 – Recovery Day 1: Não faço puto de ideia o que estou a fazer


Olá meus queridos e estimados leitores, vamos ser sinceros, ninguém vai ver isto, a única pessoa que via isto está em coma por isso, vamos lá falar para o vazio cósmico a que chamo a internet. A última vez que escrevi foi em janeiro, e meu deus tanta coisa aconteceu comigo que nem sei expor em palavras. A começar pelo razão por não ter público para este texto, o coma da minha mãe, situação linda deveras. Basicamente fiquei sem a única pessoa com que realmente tinha algum tipo de ligação genuína. Bela treta, não é? Bem, depende efetivamente da forma como vemos as coisas porque pelo menos foi para o ar a candidatura dela ao Quem Quer Casar Com o Meu Filho? Fiz esta piada há cerca de um mês e mesmo assim gosto dela.

Sobre o que vos escrevo bem, coisa linda, se já me sentia uma valente bosta agora sinto-me ainda pior. Finalmente foi diagnosticada a depressão major, meu deus que novidade, uma novidade mais escandalosa que o Cláudio Ramos ser gay ou o Justin Bieber ser uma valente porcaria na música. É aquela novidade que quando ouves só te apetece dizer, “Então e as novidades são?”. Mas o mais giro, sem dúvida, é que por causa disso fui resignado a pelo menos duas semanas no meu quarto. COMO SE NÃO ME SENTISSE JÁ QUE NÃO ERA PRECISO PARA O MUNDO! BRAVO, SINCERAMENTE, BRAVO.

Então o que vêm a ser isto, nem eu próprio sei. Uma tentativa frustrada de melhorar? Muito provavelmente, mas já que nem medicação nem psicólogos nem nada me ajudam talvez isto me faça voltar a ser o que era. Senão correr bem, meu deus, ficam textos lindos para serem mostrados pela CMTV depois da minha morte.

O que eu vou falar hoje? Que porcaria me inunda a cabeça hoje? Porque nunca vivemos em função de nós próprios? Nem em função do que nos faz feliz. Parece que todos quase de forma automática estamos a viver em função de algo ou alguém externo a nós próprios. Talvez seja uma imposição deste ser sem forma a que chamamos sociedade, mas é verdade. Reparem eu escrever baboseiras é o que me dá mais prazer na vida e há quatro meses que não faço. Preferi inundar-me de outras porcarias para parecer bem. Tudo em virtude de uma aceitação externa para talvez compensar a minha falta de aceitação interna daquilo que sou. E antes que falem, não, não estou em nenhuma espécie de armário se bem que até gostava tendo em conta a minha falta de jeito com miúdas. Podia ser que tivesse outra saída com tipos sei lá.

Falar baboseiras é a coisa mais gira que faço, mesmo que seja pouco aceite não só na sociedade como principalmente na vida profissional. Reparem ninguém está a sofrer mais do que eu com esta história toda da minha progenitora, mas muitos acham completamente um escândalo uma piada como eu fiz. Se há uma pessoa que pode ficar ofendida é a minha mãe, por isso vão lá a perguntar se ficou… Ah espera… Mas pronto estes últimos parágrafos serão ideias soltas de parvoíces pode ser?

Quando morreu o Hugh Hefner eu sugeri a um amigo meu fazer uma homenagem com uma masturbação solene. Obviamente não usei a palavra masturbação preferindo usar uma mais complexa e erudita palavra começada por p. P… solene, juntou-se assim a de mãos, de pés e de mamas como o quarto tipo no léxico de opções para todos poderem usar a seu belo prazer. É uma homenagem bonita a uma pessoa responsável por tantas páginas coladas nas bonitas edições da Playboy. Páginas coladas essas uma prática em desuso nos dias de hoje. Recordo com saudade a altura em que CR7 andava com a Nereida e os seus peitos eram montra habitual nas capas de jornais. Não era preciso gastar mais dinheiro numa Maxmen, nessa altura nem no jornal era preciso porque os peitos desnudos desta bonita senhora estavam em tudo o que era esquina.

Pronto isto é o primeiro episódio não sei se haverá mais, mas tenho de ir jantar.

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