Número 134 – Adeus ISCTE
Olá meus queridos e estimados leitores e sejam bem-vindos a mais um texto. Este
texto não terá um intuito cómico é sim um culminar de uma das melhores fazes da
minha vida. Na passada quarta-feira estive no meu último evento oficial enquanto
aluno do ISCTE-IUL, e só passado este tempo é que reparei na importância que
foi aquele evento em especial. Até o dia em que escrevo este texto pensei que
fosse fazer mais um texto de indiretas para refletir a minha frustração para
com o mundo. Contudo, decidi que vou deixar o rancor de lado e celebrar os que
foram os melhores 5 anos da minha vida.
Quem me conhece sabe que na altura da candidatura de acesso ao ensino
superior o ISCTE não foi a minha primeira opção, contudo, talvez tenha sido um
daqueles momentos à la clássico dos Rolling Stones: “You can't always get what you want / But if you try sometime you find /
You get what you need”. Fui para aquela licenciatura que entra mais pessoas
que sei lá o que no ISCTE e que é preciso separar no TOP IBS (e até na praxe batunts)
denominada Gestão (AU). O que é gestão perguntam vocês? É um curso que tenta em
3 anos mostrar o máximo de tudo um pouco que influencia a gestão de uma
empresa. É um curso bastante engraçado tirando Modelos Organizacionais, mas
também como é que se vai tornar interessante o Henry Mintzberg. Foi 3 anos bastante
duros, principalmente aquela unidade curricular forjada pelo diabo chamada “Projeto
Empresarial”. Quer dizer pior que a unidade curricular é mesmo o diabo do professor.
Depois comecei o que foi a melhor decisão da minha vida, a entrada no Mestrado
de Economia da Empresa e da Concorrência. Foram dois anos espetaculares, mesmo
com o ano que mais me mandou abaixo, o ano da tese. Aprendi bastante, incluindo
sobre a minha resiliência, e se por um lado não voltava a fazer metade das
coisas que fiz, por outro lado, fez me tornar a pessoa que sou hoje.
Mas mais do que tudo, os 5 anos do ISCTE são as pessoas que lá encontrei.
Não vou voltar a ter um sítio onde encontrei tantas pessoas que foram tão
importantes para mim. No trabalho é um grupo de colegas, na universidade foi um
grupo de verdadeiros amigos. Pessoas que eu sei que se preocupam e que gostam
verdadeiramente de mim. Sinto que não dei valor a isso na altura que devia.
Agora olho para esse tempo com uma nostalgia enorme. Adeus ISCTE, até qualquer
dia.
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