Número 131 – Tenho “guilty” pelas porcarias que andei a comer em padarias de Coimbra

Então, mas o que é isto? Despareço um mês não digo nada e lanço um texto à toa a uma sexta à noite? Está tudo maluco. Antes de mais, sim o mais certo é que este seja o meu regresso ao ativo, porquê? Perguntam já os meninos cheios de curiosidade alheia, simples, estou naquelas fazes da minha vida ou a versão altamente rude, crítica e às vezes uma besta, mais aparece. Apetece dizer ao mundo interior o quão mal ele é e lhe esfregar de tal forma os podres que ele não tem mais nada para fazer do que uma inevitável ida ao psiquiatra onde de lá não sairá. O que posso dizer o café da manhã caiu-me mal.

Que tema vos trago hoje, rigorosamente nenhum, é uma mescla de ideias sem nexo numa tentativa de exprimir rancor, considerem isto o meu basta, só que não sou uma animal irracional como o André Ventura. Eu tentei, juro que tentei arranjar um tema. Enquanto bebia uma cerveja sozinho num café em Lisboa nada me de tema algum me passou pela cabeça, já quando chegaram colegas de trabalho de em período pré bebedeira também não. Desculpem, mas não consigo fazer humor fácil com taxas de penetração, não estou assim com tanta falta. Então lembrei-me e se meter estas ideias todas num Bimby, que é como quem diz, num mísero ficheiro word e simplesmente tente mostrar os pensamentos do dia de uma forma não estruturada e sem nenhum tipo de conceção. Vai parecer um jogo do Benfica e tudo, mas como não estou na Alemanha pelo menos não levo bailinhos de senhores carecas.

Começando, as pessoas simplesmente não ouvem as outras. Ouvem o que querem ouvir, fazem as suas interpretações e chutam para o canto do imaginário porque o jogo é do campeonato. Tiramos todos ideias que não correspondem a realidade numa tentativa clara de nos protegermos do que não sabemos não faz sentido. Mas não há nada que possamos escrever. Olhem acenamos com a cabeça e resignamos a um sim senhor como se de fora nos tratássemos.

Outra coisa, porquê que fazemos perguntas que já sabemos respostas. É das práticas recorrentes que me fazem pensar que não evoluímos enquanto sociedade porque perdemos tempo com coisas básicas. Eu acho que fazemos isso para parecer bem, o dizer ao chefe se falta alguma coisa quando sabemos que não falta. O perguntar a namorada se está chateada quando sabemos que ela virou bicho, perguntarmos a uma pessoa se magoou quando se espalhou ao cumprido. Bem são tantas perguntas que me fazem pensar talvez a idade dos porquê faça nos evoluir para as perguntas saídas de uma estação de tratamento de águas residuais.

Último pensamento do dia: “o viver no momento” não existe, ou melhor existe, mas corre tão bem como o Real Madrid sem o Ronaldo. Por mais que tentamos ser espontâneos a espontaneidade resulta em muitas das vezes em porcaria, por mais que tentamos não pensar nas porcarias e seguir o coração, o olho que ele usa para tentar averiguar as coisas é aquele no meio das nádegas e logo as decisões são sempre más. Sempre! Querem um conselho? Deem com um martelo na cabeça pode ser que desliguem as emoções e vivam uma vida melhor como aquelas pessoas que consomem o cogumelo do tempo. Até quinta!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Número 142 – Goodbye mom

Número 109 ─ Os Dez Mandamentos: Parte V “Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo)” (e alguns pontos sobre a eutanásia)