Número 127 ─ Então mas agora preciso de uma powerbank para fumar?
Olá meus queridos e estimados
leitores e sejam bem-vindos para mais um texto. É tão interessante como esta
minha nova vida me faz pensar em novos temas. Ora o tema que vos trago hoje foi
resultado de uma constatação minha. Olhando para as ruas de Lisboa onde passam
quase a desfilar homens e mulheres que para os seus empregos caminham reparei: “Fogo
já ninguém fuma cigarros.” Tal como os telemóveis já não servem só falar e
passaram a ser uma experiência tecnológica, os vulgares e pobres cigarros deram
lugar a maquinetas de extrema elegância, o fumo passa a ter cores e cheiros
diferentes, tudo numa experiência que muda paradigmas.
Esta semana contemplei uma colega
de trabalho a sacar do seu IQOS, supostamente uma nova traquitana que aquece o
tabaco em vez de queimar o que dá um ar de ser mais saudável. “Ar” porque o
número reduzido de testes ao mesmo dar um ar de confiança igual à política
brasileira. Mas, toda aquela experiência parece quase saída de um filme de ficção
científica. Claro que, as semelhanças de fumar IQOS e de fazer sexo oral ao
Wall E são também evidentes, todavia a tentativa de modernizar a nossa vida
fala mais alto.
O que é verdade é que fumar agora
junta-se a dependência das Powerbanks, das ligações Bluetooth e Wi-Fi da vida.
Aguardo pacificamente de preservativos reutilizáveis com ligação USB, não
haverá nada mais romântico do que dizer não a uma One Night Stand porque estamos sem bateria. O ser humano evoluiu
para um hibrido completo com a tecnologia: O futuro dirá se foi uma boa solução
ou não, por enquanto, vou por o meu papel higiénico a carregar que à noite quer
ir à casa de banho. Até para a semana.

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