Número 126 – Defecar no escritório

Olá meus queridos e estimados leitores e sejam bem-vindos a mais um texto. Antes de começar tenho de admitir, talvez os temas vão mudar a partir de agora. Agora que vos escrevo estou na reta final da minha dissertação e oficialmente entrei no mundo do emprego. Desta forma, talvez os temas mais universitários deem lugar a temas mais de foro profissional, este foi um destes. Lembrei-me deste tema quando, de facto, estava na casa de banho do meu emprego.

O emprego, tal como a faculdade, é uma segunda casa que depressa se torna a primeira. A casa passa a ser o dormitório, enquanto, a nossa profissão se apodera aos poucos de parte do que era a nossa vida pessoal, tal com uma certa casa na rua Cor-de-Rosa se apoderou de parte da minha inocência esta passada semana. É normal, que, por esse motivo, o ato de defecar naquele lugar seja normal. Defecar é tão normal que até neste próprio blogue já falamos do tema em versão poema. Mas o ato de defecar no emprego tem os seus perigos. Imaginem estarem no trono, naqueles cubículos excelentes para quem padece de claustrofobia e, depois de fazerem uma composição sonora e olfativa digna de um Mozart, dão de caras com o vosso patrão. É das piores experiências do mundo. Internamente pensamos: “Pronto, agora já sabe o que sei fazer melhor, é mesmo pintar a sanita à pistola.”

Não devíamos ter vergonha do ato de fazer cocó, todos fazem. Sabem aquela linda rapariga de pisos abaixo? Faz cocó quando tem vontade. O vosso chefe implacável? Também faz cocó quando sente que está na altura. Todos os papas e profetas que tiveram na terra? Também expeliam fezes, então, qual é o problema de fazer cocó no escritório. Parece que há filhos e enteados das fezes. O ato de urinar é na boa, mas quando arreamos o dito já temos vergonha? Porquê?? É o cheiro? Olhem, meus caros, se há alguma coisa que pode unir TODAS AS PESSOAS DO MUNDO, ATÉ ANIMAIS, É QUE OS COCÓS CHEIRAM MAL! O enxofre não é agradável desculpem. Contudo parte da vergonha vem do sonoro, aquele som que faz eco nas paredes do cubículo, o som das nádegas abrirem e um arzinho que saí com um suspiro tímido, o chamado pum. O pum é para mim o pior de toda a experiência de defecar com vergonha. Nós não controlamos o som, tal como o cheiro, não o conseguimos controlar, mas bem que tentamos. Esforçamos ao máximo para fazer uma espécie de silenciador anal nestas circunstâncias, mas não adianta. Parece que é pior, parece que o nosso bufufo está a gritar para todos ouvirem ESTE TIPO ESTÁ A USAR O TRONO MALTA, QUE GRANDE PORCO.


Pronto está feito por hoje, espero por vocês para a próxima semana e vão à vontade de fazer o cocó.







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