Número 129 – “Eu sou super bom, não estão bem a ver”
Olá meus queridos e estimados leitores e sejam bem-vindos a mais um texto.
Não estou com aquela disposição para escrever, entre o vomitar, o longo dia de
trabalho e sinceramente, a falta de imaginação que me afeta, a última coisa que
me apetecia era escrever este texto. Mas, acho que tenho de falar mais uma vez
da falta de confiança, algo que tanto me afeta. Ora bem, aquele núcleo duro de
menos de 10 pessoas que me conhece sabe, eu não tenho confiança nenhuma. Eu
tenho tanto de confiança como a Maria Leal tem de jeito para a música. Se,
ainda fosse o jeito da tipa para limpar heranças… É algo que me habituei a dar
como adquirido, olho para minha falta de confiança como um super-poder, só que
o super-poder mais choninhas de sempre. Pior que isto só o poder do amor.
Contudo, algo deveras curioso começou a despontar uma nova perspetiva da
temática. Quando tu pensas naquela pessoa que não tem razões nenhumas para ter
falta de confiança e vais a ver, tem falta de confiança, começas a ponderar, será
que a falta de confiança é, na verdade, um dado adquirido dos seres humanos no
século XXI? Pois é, esta insegurança que nos aflige cada vez mais nos consome. E,
de onde vem esta insegurança? O facto de a sociedade sempre se focar apenas numa
característica tua.
Para o comum dos mortais, nós somos seres que apenas se apresenta ao mundo
como possuidores de apenas uma característica. Ou somos inteligentes, ou somos
bonitos, ou somos ricos, ou somos idiotas. Ninguém quer olhar para nós como
seres compostos de características, fixam-se na mais visível e não ligam a
pessoa por detrás da primeira impressão. Somos aquilo que fazemos mostrar nos 5
primeiros minutos e já está. É por isso que tento ser a pessoa mais parva possível
para a malta que conheço, se levas a bem, é meio caminha andando para puder
falar de coisas mais sérias, se és daquelas pessoas que olha com olhar desaprovação,
prepara-te, vou fazer bem pior. Estou farto desta ideia de: “A primeira
impressão conta, tem que causa sempre boa impressão”. Estou farto que o que
ficamos de uma pessoa seja a primeira porcaria que saí da boca dela. Um ser
humano deve ser avaliado na sua plenitude. Por detrás de uma beleza incomparável,
pode esta um ser humano ainda mais impressionante, e às vezes temos só de os
saber ouvir… Até para a semana.
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