Número 117 ─ O pior do Mundo são as pessoas

Olá meus queridos e estimados leitores e sejam bem-vindos a mais um texto. Tenho para dizer que não estou nos melhores humores da minha vida o que pode provocar ou um texto muito bom ou um texto muito mau, vocês é que escolhem. O que trás a frente do meu computador para abrir esta página word que depois é copiada para o blogger é simples pessoas. Eu neste momento perdi todo e qualquer respeito pelo ser humano. O ser humano é a pior evolução do mundo ou criação se acreditarem na Bíblia.

Cada vez mais sinto que o ser humano na sua génese é mau, eu ponho todo e qualquer humano neste role, incluindo eu. Vai sempre existir algo que provoque no humano ir contra o seu próprio código de ética. Vamos lá ver existem situações que seriam normais tal motivo acontecer, se alguém é vegan e numa situação de sobrevivência tem de matar um animal para ter de comer, é para mim normal, é o seu instinto animal, o meu problema é quando as situações que provocam este diferencial de comportamento são modicidades. Cada vez mais acho que para o ser humano, é mais fácil fazer a critica do comportamento quando parte de outra pessoa do que quando parte dela mesma. O ser humano odeia ser confrontando com uma ideia que é mais frequente do que parece, ele é aquilo que odeia. Não, não estou a falar do sentido pejorativo ou até depressivo de quando alguém entra numa depressão profunda, nada disso, estou a falar, literalmente quando odiamos alguém devido àquilo que defende ou executa e, na verdade, somos mais parecidos com elas do que pensamos.

Neste momento, estou a passar por um reality check tão grande que ponho tudo em causa: será que o céu é azul? Será que posso confiar nesta ou naquela pessoa? Será que posso confiar em mim? Será que afinal o Roman Reigns é uma melhor aposta no main event do SummerSlam que o Seth Rollins? Posso garantir que não tenho resposta para nenhuma destas perguntas, o comportamento do ser humano está cada vez a surpreender mais que um swerve do Vince Russo. Não há a partida uma luz ao fundo do túnel, se com 23 anos estou a surpreender-me mais do que quando era adolescente, talvez com 40, 50, 60, 70 anos irei me surpreender ainda mais. Começo a equacionar que talvez na sua génese, a vida seja apenas algo sozinho, onde qualquer tipo de interação com o outro vai descambar em excrementos, de tal forma que, mais vale não ter interações com os humanos à exceção daquelas que somos realmente obrigados a ter, “ZERO INTERAÇÕES” não sei se é um slogan com pinta ou se vai ter sucesso estampado em camisolas mas, de certo, será algo que estou a equacionar nos anos de vida que tenho pela frente. Se já tenho de me surpreender, por vezes, pela negativa comigo próprio pelo menos assim não tenho de surpreender com os outros.


Bem, este texto saiu um pouco enfadonho sem qualquer espécie de final feliz, o que me assusta, talvez o futuro deste blogue seja muito nesta linha mais crítica, talvez O Gajo Que Diz Coisas deixou de ter paciência para dizer piadas, porque o mundo não é alegre, o mundo não é feliz. Ou então estou só aqui a dizer balelas para que sejam partilhadas e ganhe dinheiro no adsense, menos provável talvez a segunda opção tendo em conta a fraca receita que o blogue dá que nem para um café semanal me permite. Que desgraça. Mas não é pelo dinheiro que escrevo isto, é apenas por uma tentativa frustrada de tentar mudar o mundo, mudar o ser humano, mas no fundo mudar a mim próprio. Curioso que foi por este motivo que criei todo blogue que escrevi ao longo deste tempo mais de 100 texto e pouco ou nada mudou. Mas talvez para a semana mude…


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Número 142 – Goodbye mom

Número 109 ─ Os Dez Mandamentos: Parte V “Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo)” (e alguns pontos sobre a eutanásia)