Número 107 ─ Top 5 de pontos a retirar da final da Liga dos Campeões 2017/2018
Olá meus queridos e estimados
leitores e sejam bem-vindos a mais um texto, mais um texto fresquinho e desta
vez centrando-se na final da “Champions”
que teve lugar no passado sábado. Falarei daquilo que foram para mim os maiores
pontos de destaque de um dos marcos desportivos do ano.
Ronaldo não determinante ─ Ronaldo
já esteve na equipa vencedora da Champions
League cinco vezes, um feito histórico. Contudo, analisando o percurso do
português na final da Liga Milionária, existe uma discrepância face aquilo que
seria expetável. Os números de CR7 no evento são impressionantes, por 5 vezes
foi o melhor marcador (2007/08, 2013/14, 2015/16, 2016/17, 2017/18), é o
jogador com mais golos na competição de sempre com 120 mais 20 que Lionel
Messi, mas parece que na própria final, o português não está tão bem como seria
de expectar. À exceção da época passada onde frente à Juve marcou 2 golos,
finais da Champions significam
exibições menos conseguidas do maior jogador de sempre português. Começando em
2007/2008 onde curiosamente até falhou um dos pontapés da marca de grande
penalidade e prosseguindo nas épocas ao serviço do Real (2013/2014 (onde apenas
se mostrou num penálti ao cair do pano), 2015/2016 (onde marcou um dos penaltis
da decisão de grandes penalidades) e agora em 2017/2018), Ronaldo quebra
bastante de ritmo face à fase regular e até a eliminar desta competição. Na
verdade, quando olhamos para os números de Ronaldo nesta edição os mesmos não
espelham o que foi uma exibição abaixo do espetável, com muitos jogos a
passarem ao lado do português. É certo que quando este bem, Ronaldo provou ser
uma máquina 15 golos, mas a falta de regularidade do mesmo foi demonstrado por
exemplo neste jogo. Será que podemos chamar CR7
Champions League quando as finais tem tudo menos CR7?
O azar de Loris Karius ─
Loris Karius foi inevitavelmente o catalisador da desgraça da equipa inglesa.
Os dois “frangos” determinaram a derrota do Liverpool. Infelizmente é um dos
problemas dos jogadores defensivos e principalmente dos guarda-redes, erros são
pagos de forma elevada e neste caso levou ao fim dos sonhos do Liverpool de se
sagrar campeão;
O lance de Sergio Ramos e Mohamed Salah ─
ao nível de lesões o jogo ficou empatado, aos 37 minutos a lesão de Dani
Carvajal deu lugar à entrada de Nacho, mas foi 8 minutos antes que um dos
momentos mais fulcrais da partida aconteceu. Mohamed Salah é, sem dúvida, uma
das peças fundamentais da equipa comandada por Jürgen Klopp. Uma queda que
podemos questionar se foi provocada intencionalmente ou não com Sergio Ramos
levou a lesão do ombro. A razão de pudermos questionar a intencionalidade da
lesão passa muito pela pessoa que a provocou, Sergio Ramos, conhecida pelas
inúmeras tentativas ao longo da sua vasta carreira pelas suas faltas agressivas
e tentativas de lesão a colegas de profissão. O lance é difícil de analisar, o
seu carácter não;
De filho não querido a salvador da pátria ─
a vida para Garrett Bale nos blancos
não tem sido fácil. As lesões, as exibições menos boas e a falta de quutilidade
do jogador do País de Gales fez questionar o valor astronómico pago pelo clube
merengue. Contudo, foi este filho rejeitado que levou a vitória do Real Madrid
com dois golos, sendo o primeiro simplesmente fenomenal;
A taça que salva a desgraça ─
a época 2017/2018 do Real Madrid não foi má, nunca podemos dizer que uma época
foi uma desgraça a uma equipa que venceu a competição europeia mais importante
de todas. Mas vamos tentar entrar no universo paralelo onde o Liverpool saia
como vencedor. Esta foi uma época completamente deplorável da equipa madrilena:
um terceiro lugar na La Liga a 17 pontos do vencedor Barcelona, uma eliminação
nos quartos-de-final da Taça do Rei, o décimo sétimo classificado da liga espanhola.
Por outras palavras, há muito que a equipa de Zinadine Zidane tinha apenas um
trunfo na manga, a liga dos campeões. E depois de muita sorte nas meias-finais
frente a uma equipa que lhes deu, por duas vezes, um banho de bola, o Bayern de
Munique e infelicidades na final cortesia de Loris Karius, os madrilenos levam
a tua décima terceira taça. É caso para dizer a sorte protege os campeões?
E, assim me despeço de mais um
texto. Eu sei que este devia ser sobre os pecados mortais, contudo tinha
intenções de lançar este texto no início da semana e tal não se pode acontecer.
Já agora não vou fazer o texto do Backlash mas prometo para a semana um texto
de análise ao Money In The Bank. Basicamente eu vi o Backlash a correr enquanto
redigia a minha tese e foi tão mau que não quero voltar a vê-lo. Também farei
ao NXT TakeOver Chicago que promete ser, como qualquer NXT TakeOver imperdível.
Tentarei fazer (mas não posso prometer) um texto sobre o U.K. Championship e
pela primeira vez, um evento da NJPW em análise do princípio ao fim, Dominion
6.9 in Osaka-jo Hall daqui a uma semana. Preparem-se para um vaga de textos imperdíveis
neste blogue e vão seguindo nas redes sociais para todas as novidades.





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