Número 91 ─ Touradas e outras estupidezes

Olá meus queridos e sejam bem-vindos a mais um texto. Antes de começar, este fim-de-semana será a WrestleMania e, desta forma, a semana que vêm será dedicada à análise completa do evento. O objetivo é lançar quatro textos envolvendo de alguma forma a WrestleMania, contudo não sei se conseguirei cumprir esse objetivo ou não. Fiquem atentos às minhas redes sociais para apanharem esses mesmos textos. Ora bem hoje quero falar de algumas parvoíces engraçadas como, e em primeiro lugar, as touradas. Se tu és uma pessoa que gostas de touradas não és uma pessoa má, contudo, simplesmente gostas de uma coisa idiota que devia acabar. Ninguém perguntou ao touro se queria ou não levar com um curto do Joaquim Bastinhas. E antes que me chamem de hipócrita por causa de comer carne, pelo menos ai o sacrifício do animal tem um intuito de alimentação, na tourada tem um intuito de “entretenimento”. Este é o problema da tourada, o mesmo que tinha pelo programa SuperNanny, alguém ou algo ser quase humilhado por entretenimento de outros. Se as pessoas achavam bárbaro o que acontecia com os gladiadores da Roma antiga acham normal fazer o mesmo com um touro?

A discussão da tourada é intensificada, porque de uma forma completamente irrisória a tourada é financiada pelo estado como arte e por exemplo o stand up não. O site http://www.enterrartouradas.org/ (vejam o link porque é importante para ficarem dentro do assunto) contempla todas os subsídios estatais para a tourada, e é deprimente a forma como o estado enterra dinheiro a torto e direito neste culto bárbaro e com cada vez menos espectadores. Obviamente tal notícias são desmentidas pelos responsáveis destes “espetáculos” contudo é claro pelos relatórios da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) que o número de espectadores de tauromaquia está a descer. Quanto às audiências televisas, mesmo que os dados são inconclusivos mas olhando para o artigo da Shiffer (https://shifter.pt/2017/07/rtp-mais-touradas-fora-questao/) algumas das corridas no ano passado fizeram aumentar o share da televisão pública, contudo ficaria a pouco mais metade dos restantes generalistas.

Bem, não posso dizer simplesmente acabem com a tourada, porque ainda existe (sabe deus porquê) muitas pessoas a gostar (menos é certo) mas existem. Assim sendo, e como revolucionário que sou deixo aqui algumas medidas para melhorar este “espetáculo”:


  • Deixar de haver subsídios ─ aqui não há muito a acrescentar, não há nenhuma justificação plausível para estes subsídios;

  • Usar piromaníacos em vez de touros como os animais a levar com os ferros ora aqui está uma inovação das boas que é, usar as pessoas que gostam de atear fogos por esse mundo fora para levar com um curto no lombo. Gosto de imaginar que desses piromaníacos existem alguns que devem gostar de touradas e é juntar o útil ao agradável;

  • Usar o Bryan Ruiz como os cavalos que dão piruetas eu acho os cavalos animais lindos e magistrais e, uma imagem que não me sai da cabeça e, foi não sei porquê, alguém da minha família estava a ver tourada e um toureiro armado em bom estava a pedir para o cavalo fazer piruetas e o touro deu uma cornada no cavalo, o cavalo caiu e aleijou-se. Obviamente tenho pena de quem não tenha levado com a cornada tenha sido o toureiro claro, contudo, para reduzir o risco de lesões de cavalos, para além dos cavalos estarem livres à vontade a pastar vamos usar alguém que também faça muitas acrobacias e afins mas seja um nabo na profissão que tem atualmente. O nome dele Bryan Ruiz (e atenção eu sou do Sporting) mas o Bryan Ruiz é um zero à esquerda no futebol. Ele pode ser muito bom tecnicamente mas tem a pontaria de um sorrolho dos dois olhos. Por isso vamos usar ele para o espetáculo técnico dos cavalos.




E, assim me despeço, vou tentar encontrar 250 likes por publicação porque ainda me dão o cargo de presidente da associação de estudantes. Um bem-haja.








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