Número 77 ─ Um texto sobre o nada

Olá meus queridos e estimados leitores e sejam bem-vindos a 2018. Um grande ano será 2018, vai haver mundial e Rock In Rio em Portugal com, de certeza, a Ivete Sangalo no cartaz, e atenção que vos escrevo do longínquo mês de setembro de 2017, contudo há 3 coisas certas na vida: a morte, os impostos e a Ivete Sangalo no Rock In Rio. Contudo se fores trafulha safas-te de uma delas não é verdade?

O tema que vos trago hoje, na verdade, não existe. Isto é, de facto, um exercício mental pensamento no vácuo mais puro que vão encontrar. Isto é, assim sendo, um texto sobre o nada. O que é o nada? O nada é a inexistência de coisa alguma. Significa então se fizermos uma equação representativa desta palavra será Tudo ─ Tudo = Nada. Se isto for verdade, fazer um texto sobre o nada não será algo contraproducente? O nada é a inexistência de algo, contudo se fizermos um texto, estamos na verdade a fazer algo. Agora reparem no que está a acontecer neste preciso momento, o caro leitor está a ler um texto sobre o nada, está a esgotar o seu tempo de vida a ler um texto sobre o nada. Podia esgotar o seu tempo a fazer, por exemplo, nada.

Um dos aspetos de fazer este texto prende-se pelo facto de achar que nós, seres humanos, fazemos muito e nada particularmente bom, talvez esteja na altura de fazermos pouco e bem e preencher os outros tempos com o nada. O nada pode libertar a mente para o brilhante, o único e o inovador. Talvez seja isso o segredo do empreendedorismo que tanto está em voga, o vácuo. Há ideias a povoar esse internet de projetos que mais parecem cuja inspiração foi essa, cópias malfeitas de ideias já existentes que mais parecem músicas do Tony Carreira. Ora o nada também foi a inspiração para muito desses conteúdos audiovisuais que povoam os media. Desde os youtubers à televisão, o nada inspirou casas disto e daquilo e conteúdos perfeitos para chimpanzés bebés, algo de fácil digestão que entope as células cerebrais.

Então, na verdade, porquê fazer um texto sobre o nada? A resposta é mais simples do que parece, para ser um limpa-palato para o ano que se segue, para os textos que possa trazer, para limpar ideias e construir conteúdo novo e diferente. E assim acabo, este texto sobre o nada de um simples gajo que diz coisas.



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