Número 69 ─ É o número 69 só podia falar de sexo
Bom dia meus queridos e estimados
leitores e sejam bem-vindos a mais um texto, o texto número 69. Este número é
associado a uma posição sexual e por isso tem uma conotação sexual enorme, o
que me fez pensar que este texto tinha de falar de alguma forma de sexo e
sexualidade.
O sexo tem uma importância impar na
sociedade, algo que as pessoas não admitem. Por muito tabu que seja o assunto,
o sexo, tal como o dinheiro está no centro, de muitos, dos assuntos mais
importantes do mundo. Se não acreditam em mim, o que é possível, vamos analisar
uma temática, a política. Os escândalos mais mediáticos da política têm de
alguma forma a ver com dinheiro, devido a corrupção, e, por outro lado,
escândalos de natureza sexual sendo o mais mediático de sempre, o escândalo de
Bill Clinton e Monica Lewinsky. É caso para dizer que o Clinton devia adorar o
IKEA porque adorava levar secretárias para montar em casa.
Eu, sinceramente, acho que a
relevância dada ao sexo é claramente despropositada. Fui virgem durante muitos
anos, o que provocou que fosse dos últimos virgens do meu grupo de amigos. Isso
associado ao facto de nunca ter tido uma namorada provocou muitos comentários
desnecessários sobre a minha orientação sexual por parte da minha família.
Infelizmente grande parte da minha família, do lado paterno, é povoada por
retrógrados, antiquados, estúpidos e sinceramente pessoas com o QI de um
primata, que adoram gozar com os outros de forma a esconder os seus verdadeiros
defeitos ou esconder que são muito inferiores ao nível mental face às pessoas
que criticam. Ora as questões da minha sexualidade nunca me importaram porque
para além de estar confortável com ela tenho muitos amigos homossexuais que são
muito melhor pessoas que esta ralé que partilho parte do código genético. Acho
que vergonha não é ser homossexual, vergonha é ser preconceituoso.
Bem, voltando ao tema central, sexo é
algo normal no ser humano. Algo que têm como duas principais funções a
procriação e prazer. Nos últimos anos temos assistido a uma inversão dos papeis
principais destas funções, se há seculos, devido a uma sociedade profundamente
conservadora e ao facto de os filhos serem uma fonte de rendimento pois
representavam mais mão de obra, e o risco de morte numa idade jovem era
elevado. Esta ideia de ganhar dinheiro com os filhos desvaneceu-se à exceção
obvia da dona Dolores e de outros casos especiais (sim mãe estou a falar do que
estás a pensar) e a ideia de que os filhos são maioritariamente uma despesa tornou-se
uma realidade levando à queda da natalidade, contudo o sexo não acabou.
O sexo tornou-se um ato quase de
socializar. As one night stands
tornaram-se prática comum e não foi necessário gritar ECW ECW ECW ECW ECW!
Todavia o sexo traz alguns estigmas. Os bissexuais são considerados para uns,
os omnívoros do sexo, os homens que o praticam com múltiplas parceiras são os
maiores, ja às mulheres que fazem o mesmo são consideradas umas vacas, parece
que o sexo determina aquilo que tu és como pessoa para o mundo. Na verdade, o
sexo é umas das coisas que mais nos aproxima dos animais irracionais e dai a
expressão “até os animais gostam” mostrando a realidade de que certos animais
como os golfinhos o fazem por prazer. Será por isso que consideramos os
golfinhos tão inteligentes?
Será que o sexo deve ter a
preponderância que lhe dão? Desde as censuras em televisão e no cinema de cenas
do mesmo, há por vezes tentativa de esconder o que é às crianças ou
simplesmente os preconceitos destes derivados, obviamente não. Dito isto vão
ver as 50 Sombras de Grey, praticar o amor com os cães e encherem-se de 69 bem
gostosos e para a semana trago-vos outro texto.
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