Número 60 ─ Luxúria
Bem-vindos meus queridos,
estimados e perfumados leitores a mais um texto aqui n’O Gajo Que Diz Coisas.
Continuamos a penetrar e explorar de forma altamente perspicaz os sete pecados
capitais. De facto, estes textos têm sido tão bons que estão a ser analisados
pelos meninos da catequese de Vila Nova do Alijó Interior. O pecado de hoje é a
luxúria. Voltando a socorrer do melhor amigo de muitos estudantes, a Wikipedia:
“A luxúria é o desejo passional e egoísta
por todo o prazer corporal e material. A luxúria é definida, por vezes, como
desejo perante o prazer sexual mal administrado, embora incorpore outros tipos
de desejo, como o da comida, o da bebida e o da superioridade em relação aos
demais. Por este entender, a luxúria está também bastante relacionada com a
gula, a soberba e a avareza, pois, através de ambas, o pecador deseja adquirir
o prazer. Também pode ser entendida em seu sentido original: “deixar-se dominar
pelas paixões.”” Basicamente luxúria é o nome do meio de Álvaro de Campos.
Eu acho que se Deus criou como
pecado a luxúria foi, de certo, para transformar o mundo no inferno, ou, na
verdade, os lugares no céu são limitados e assim é uma forma de restringir o
acesso ao lugar divino. Com isto dito quer dizer que se lixe o céu se temos de
revindicar o tão importante prazer da luxúria para entrar naquele resort de luxo comandado por Deus, que
venha o inferno. Também para quem levou com Maria Leal, Justin Bieber e com a
deplorável adaptação cinematográfica de Harry Potter e o Príncipe Misterioso, o
reino do diabo será peanuts ou peaners como diz o JJ.
A luxúria, como referido na
definição acima apresentada, pode ser considerado um aglomerado de outros
pecados, contudo, como dois desses pecados já foram impecavelmente analisados
nos dois textos anteriores, e o outro terá o seu devido espaço de análise num
texto futuro, vamos focar as nossas atenções em dois aspetos o luxo e o desejo
carnal. São dois aspetos cuja Igreja Católica e o Vaticano podem estar de
consciência limpa, porque são instituições imaculadas, como a tão sagrada
Senhora dos Pasteis.
O Vaticano é um dos países mais
ricos do mundo. De facto, o seu rendimento per
capita é tão avultado que chego a pensar que se estes quisessem criar uma
equipa de futebol, a única forma de que eles podiam perder as competições
seriam pelas imposições da FIFA e UEFA sobre o fair play financeiro, pois estes teriam verbas tão grandes que
seria fácil adquirir o Ronaldo, o Messi, o Neymar e outros jogadores deste
gabarito, mais os treinadores como o Mourinho e o Guardiola. Para quem não sabe
muita da riqueza deste país é proveniente de negócios ilícitos como a lavagem
de dinheiro de negócios envolvendo droga, máfia e afins e até investimentos em
empresas curiosas como empresas de contracetivos. Atenção eu não tenho nada
contra os contracetivos pelo contrário, mas é um pouco irónico que a mesma
igreja que critica os contracetivos por serem anti natura vá por trás os financiar. Para mais informações sobre
estes bonitos crimes de colarinho branco leiam O Último Papa de Luís Miguel
Rocha e Vaticanum de José Rodrigues dos Santos.
Quanto à parte sexual, esta
entidade divina possuiu telhados do mesmo material que são feitas as bonitas
janelas espalhadas pelo mundo, sendo que menos mal de todos os escândalos será
mesmo o envolvimento em orgias gay e em drogas que há pouco tempo estiveram
estampados nos media. Não querendo
entrar pelos caminhos e os crimes que povoaram durantes anos a instituição,
situações que devem terminar ou melhor nunca deveriam ter começado, eu não
percebo a necessidade que os homens de Deus não possam ter sexo consentido com
maiores de idade. Acho completamente parvo. Não me parece que a qualificação de
alguém para transmitir a palavra do Senhor mude porque este tem prazer em fazer
o bom canguru perneta, seja com homens ou mulheres ou os dois. E já que falamos
das mulheres, acho muito esquisito que entidades como Capazes não fale da
Igreja Católica ou se fala, não de forma muito pública. Se há instituições
machistas é a casa de Deus.
E, sem mais luxúria para
distribuir, me despeço de vocês com mais um novo pecado, os Cripamento. São
aquele tipo de pessoas que faz um papel nas redes sociais de anjos quando na
verdade são o diabo. É aquele tipo de pessoas que é capaz de dizer aos amigos
que as vitimas do Charlie Hebdo meteram-se a jeito, mas partilha fotos com a
hashtag #JeSuisCharlie. É aquele tipo de pessoas que chorou a tragédia de
Pedrogão com fotos a preto e branco no Instagram, mas cagou nos donativos, nas
ajudas de mantimentos aos bombeiros, etc.
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