Número 61 ─ Ira

Olá meus queridos e sempre presentes leitores e sejam bem-vindos a mais um bonito texto. Hoje continuamos esta bonita viagem sobre os sete pecados capitais chegando a metade desta viagem bela e bonita. O pecado que vos trago é a ira. Diga-se que nunca, nunca na vida pequei neste sentido…RAIOS MA PARTAM FILHO DA MÃE DO COMPUTADOR! VAIS LEVAR COM!/)”(#=!((#(!UNRUNRNFURINMVCIFNGUORINGTMVIKMWE!!!!!!!!!!!!!

Bem voltando ao tema central, o Wikipedia define este pecado como: “Conhecida também por cólera, é o sentimento humano de externar raiva e ódio por alguma coisa ou alguém. É o forte desejo de causar mal a outrem e um dos grandes responsáveis pela maior parte dos conflitos humanos no transcorrer das gerações. Sua virtude é o Perdão.” Eu vou ser sincero, se há um pecado que eu pratico quase todos os dias é este. As coitadas da minha mãe e namorada são as pessoas que mais sofrem com os meus ataques de raiva, histerismo, parvoíce que fazem com que cada paciente que passou pelo Júlio de Matos se pareça a pessoa mais sana do mundo em comparação.

Sinceramente, a componente de ira que padeço deve ser das coisas mais tuga que eu possuo. É algo tão português como o galo de Barcelos, contudo, curiosamente, não foi transmitido para as nossas ex-colónias como a sífilis era no mesmo período. A minha experiência tanto no Brasil como em Cabo Verde demonstram isso mesmo. O país africano referido tem como lema no stress Cabo Verde e nele sentimos um sentimento de calma e descontração transmitido pela população, enquanto o país sul-americano tem o mesmo sentimento, todavia um pouco salpicado com arrastões, esfaqueamentos e outras práticas semelhantes.

Eu acho que se realmente Deus achar que a ira é um pecado determinante na entrada no céu, este será apenas povoado pela minha mãe, a única pessoa cuja frase já foi dita aquando de a caracterizar: “a tua calma irrita”. E é verdade, a minha mãe é a calma perfeita na minha vida para a tempestade ciclónica que sou eu. O perfeito yin-yang.

O que é verdade é que em todas as pessoas, mesmo as mais calmas (estou a falar de ti) há sempre algo ou alguém que crie ira. O clube de futebol rival, a Uber (no caso dos taxistas), os sogros (esta foi para ti), as pessoas que não fazem nada a projeto (há uma lista enorme na unidade curricular de projeto empresarial), o trânsito, tudo isto cria uma crescente irritação nas pessoas que as fazem explodir com graus de explosões e número de explosões diferentes. Até os membros da Igreja Católica, basta dizer uma piada como: “a Bíblia tem o seu mérito, é o livro de ficção mais vendido no mundo” que padres, bispos e beatos em geral se unem numa rebelião contra essa pessoa (atenção a piada foi ilustrativa por favor não me batem. Tenho mais medo deste tipo de pessoas do que das claques dos três grandes).

Eu acho que na verdade a ira não é um pecado, mas sim algo completamente natural. Se mais provas querem disso olhem para o reino animal. Os cães e os gatos, os gatos e os ratos, o Pedro Guerra e o José Pina, tudo demonstrações que até os animais irracionais são capazes deste tipo de sentimento.


Ora, sem mais nada a acrescentar, me despeço, aproveitando para nomear o novo pecado que apresento neste texto, a falta de noção. Este pecado é demonstrado por bestas que fazem coisas como: tirar selfies em modo festa em locais como Auschwitz, proclamar que no tempo de Salazar é que era, ser o Donald Trump, etc. A falta de noção está a crescer, fenómeno causado pela propagação da informação pelas redes socais. Deviam ser multadas todas as vezes que alguém apresenta atitudes de falta de noção, como, por exemplo, estacionar em dois lugares, estacionar no lugar dos deficientes, ameaçar agredir nas redes sociais, comentar noticiais ou posts antes de os ler, etc., etc. 


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