Número 55 ─ “Se o Batman fosse português…”
Olá meus queridos e estimados
leitores e sejam bem-vindos a mais um tema do blogue. Gosto de pensar que este
é o primeiro tema da segunda temporada d’ O Gajo Que Diz Coisas, depois de há duas semanas este blogue ter feito oficialmente 1 ano de existência. Neste
primeiro tema decidi trazer alguma coisa meio metafísica, um desafio para mim
enquanto pseudo-escritor ou blogger ou criativo ou lá o que me queiram definir,
basicamente o desafio é tentar imaginar como seria o Batman se ele fosse
português.
Antes de começar este exercício,
um pequeno aparte, o Batman é, sem qualquer tipo de dúvida, o meu super-herói
favorito. Foi, na verdade, o Batman que me introduziu neste mundo fantástico dos
filmes, bandas desenhas e tudo um pouco envolvendo super-heróis, mais
concretamente, a trilogia de filmes do Batman do Christopher Nolan. Eu sei que
não sou caso isolado (sem querer fiz uma referência a Xutos & Pontapés),
estes três filmes magníficos trouxeram uma mística reforçada a este universo,
uma nova imagem a esta indústria. A partir deles tivemos uma nova ideia de como
seria o Joker (desculpa Jared Leto nunca chegarás aos pés do Heath Ledger), uma
voz e uma fala icónica que será sempre sinónimo de Batman, “I’m Batman” e toda
uma estética cinematográfica que aproximou os filmes de super-heróis de um
público mais adulto. Mas vamos deixar de tretas e passar aquilo que realmente
importa.
O Batman é, para quem não sabe, o
melhor detetive do mundo, ora este seria algo que podia fazer muita falta para
o nosso pequeno país. Com tantos casos nos tribunais ainda por investigar e
outros que ainda não chegaram a conclusão nenhuma, o Batman poderia ter um
papel preponderante na resolução destes casos. Já estou a imaginar as manchetes
do Correio da Manhã: “BATMAN ENVIA SÓCRATES DE NOVO PARA A PRISÃO”. Isto claro
se ele for realmente culpado e afinal o Carlos Santos Silva não é apenas o
amigo mais desejado de sempre. Obviamente que isto teria um senão que era: com a
quantidade de falências e falcatruas que andam a existir no sistema bancário em
Portugal, o Batman não teria tempo para investigar outros crimes senão
envolvendo banqueiros.
Outra questão que aconteceu com o
Batman, explorado neste contexto na série Gotham, que é o Bruce Wayne ir com a
Selena Kyle (a Catwoman) para bairros complicados para que o primeiro se
tornasse um valente. Isso seria perfeito para Portugal e desde que a Madonna
veio para Sintra assim podíamos ter dois famosos divididos, a mulher do Like a Virgin na margem norte, o Dark
Night na margem… Não, não vou cair em estereótipos, porque a minha namorada é
da margem sul e ainda me dá uma chinada no fígado.
Por fim, o Batman teria muito sítio
para treinar combate corpo-a-corpo, como por exemplo, jogos de futebol,
manifestações de taxistas, discotecas, Bairro Alto, etc. Na verdade, se o
Batman quisesse testar os seus dotes de artes marciais bastava ir para o meio
de Lisboa com o seu batmobil onde envergava na parte de trás um cachecol a
dizer: “O TEU CLUBE É UMA M…”, e dois autocolantes, um dizendo Uber outro
dizendo “EU AJUDO OS REFUGIADOS” e era só aguardar, de certeza que alguém iria
oferecer ajuda ao Batman para treinos de porrada.
E, assim me despeço, espero que
tenham gostado deste texto e para a semana trago-vos mais um. Um grande abraço
para todos.
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