Número 49 ─ Agora a sério, vamos falar seriamente sobre séries

Bem-vindos meus queridos e estimados leitores daqui o vosso Gajo Que Diz Coisas e, como habitual às quintas-feiras, esta é mais uma crónica que cheira muito bem. Mais do que os filmes, na minha opinião, as séries são a forma das pessoas conectarem com personagens fictícias. Tirando os filmes que possuem continuidade, é mais complicado fazer uma conexão com uma personagem que só conhecemos durante 1h30 a 2h, isto porque se torna difícil essas mesmas personagens evoluírem nesse período tão curto, daí as séries serem a melhor forma para este intuito, porque ao longo dos episódios e temporadas, os personagens vão evoluindo e os espectadores vão evoluindo com eles.

Há várias séries que me marcaram de alguma forma ou de outra. O Prison Break foi a primeira série que senti que devia ver sempre o episódio seguinte, porque o suspense do final obrigava implicitamente o mesmo. O How I Met Your Mother, foi a primeira série de comédia que realmente senti uma conexão com as personagens e finalmente Dexter, para mim, umas das melhores construções de sempre de uma personagem principal e uma das premissas mais originais.

No entanto, as séries podem ter problemas graves ao longo do seu progresso. Deste modo, vou enumerar alguns desses mesmos problemas:

  • Tentar aumentar a história uma série é como um livro e como um filme e por isso tem de ter um fim. Uma boa série prevê o seu fim com alguma antecedência. Algumas histórias que se tornam séries só têm espaço para duas temporadas ou três temporadas. O problema é que quando uma série tem sucesso os seus executivos tentam prolongar à força. Isto provoca episódios parvos, temporadas sem nexo e afins. Este tem sido uma das criticas apontadas a séries como os Simpsons, Big Bang Theory, etc.;

  • Não saber fazer um fim como dito previamente, todas as histórias têm um fim. Um dos objetivos de todas as séries, desde do seu piloto, é fazer uma viagem até um final. Contudo há séries que perdem este sentido e não sabem como finalizar deixando para a imortalidade um mau último episódio e um mau sabor na boca dos fãs. Estas criticas foram apresentadas a séries como How I Met Your Mother ou Lost (o que é algo irónico uma série chamada Lost estar perdida no seu final);

  • Perder uma das personagens principais séries implicam inevitavelmente um longo período e consequentemente renegociações de contratos dos atores. Por vezes, os atores podem pedir um valor absurdo para voltar a vestir a pele do respetivo personagem, ou ganham tanto sucesso com a série que são levados para outros projetos, seja filmes ou séries de maior visibilidade. Isto aconteceu recentemente com a última série de The Vampire Diaries que não contou com a sua personagem principal Elena (e as restantes doppelganger como a Catherine) interpretada por Nina Dobrev. Claro que, por vezes, este fenómeno é impossível de se evitar, porque é causado, infelizmente, pela morte de um ator, como aconteceu na série Spartacus com a morte de Andy Whitfield;



E, assim me despeço, vou aproveitar e ver todas as temporadas dos Simpsons seguidas esperando que consiga voltar para a semana com mais um texto. Um abraço a todos vós.




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