Número 45 ─ O mentiroso tem a perna pequena, mas a pergunta é qual delas?

Bom dia meus queridos e estimados leitores e bem-vindos a mais um texto. Lembrei-me deste tema por causa de uma pessoa em especial. Esta pessoa conheci no meu mestrado e sem dúvida o maior monte de mentiras ambulante que já vi na minha vida. Mente para tudo e todos e acha que é o maior. Coitado é apenas um parasita da sociedade, com idade suficiente para ter juízo e não precisar de ajuda para tudo na vida. A única coisa que deve fazer sozinho é limpar o rabo e mesmo assim deve pedir ajuda à mãe. A sério nunca vi nenhum idiota como aquele rapaz. Enche o peito quando fala nas notas dos seus trabalhos de grupo… quando foram os restantes membros do grupo que fizeram tudo. Como é que eu sei disto? Eu era um dos restantes membros.

Pois bem, mentir é algo tremendamente português. Nos homens mente-se regra geral em duas matérias algo relacionadas que merecem ser referenciadas: o tamanho do badalo do sino e o número de raparigas que conhecem as badaladas da sua igreja. Há uma pressão intrínseca em grupos masculinos de possuir a maior lista de raparigas com quais realizaram o bom forrobodó e de ter um mastro de tamanho colossal. Qual é o problema de ter um pénis de tamanho normal ou até mais pequeno que a média e ter uma lista pequena? Não sei porque no meu caso a lista tem dossiês em fascículos e o latex é comprado a metro. Obviamente a frase anterior foi apenas uma tentativa de entrar na mente destas pessoas.

As mulheres também mentem. Uma vez encontrei na internet um espetáculo do Fernando Rocha onde de forma humorística ele referenciou que as mulheres apenas dizem duas verdades por dia, ao acordarem: “Ah, tenho tanto para fazer…” e ao deitar: “Ah, hoje não fiz nada…”. As mulheres de facto não mentem assim tanto, contudo vou dizer que gostam de omitir, ou lá qual seja o sinónimo de falar mal nas costas. Esse é algo tão natural para as mulheres que elas não acham que seja nada de mal. E antes que comecem com os movimentos de Maria Capaz e afins, pensem um pouco para vocês não possuidoras do cromossoma Y e digam-me lá que não é verdade. Talvez seja do cromossoma Y que venha aquela qualidade de não falar mal de pessoas que consideramos amigos nas costas.

De facto, a mentira é um fenómeno transversal, desde os mais velhos que as vezes mentem para se safarem de todas e quaisquer situações como entrar numa casa de banho errada e desculparem-se com o: “Peço desculpa estou confuso.”. Até os mais novos quando fazemos a brilhante desculpa do: “Não fui eu!”. Não sei quem foi a primeira pessoa que deu esta mentira, mas merecia o seu espaço na história mundial reconhecido.

A mentira é assim uma arma de defesa enorme na mais variada panóplias de situações. Existe até uma conotação de mentira a certas profissões. As duas que me lembro neste momento são os vendedores e os políticos. Os vendedores são conhecidos por fazerem pequenas mentiras para garantir as suas vendas, seja exagerando os seus produtos e serviços em componentes positivas, seja omitindo os problemas dos mesmos. Já os políticos são uma vertente complexa.

Os políticos são conhecidos por fazerem promessas que não conseguem cumprir. É uma prática digamos, “normal”. Talvez pelo facto de conhecimento do estado do Estado (passo a redundância) antes de assumirem funções, seja como simples estratégia de marketing. A mentira está tão enraizada no discurso politico que quando Donald Trump fez as suas promessas descabidas, ninguém ao certo queria acreditar que ele ira de facto tentar cumprir. Quando ele tentou as cumprir foi de facto um choque para muita gente. Isso advém de estarmos habituados aos políticos não cumprirem ou mentirem nas suas promessas. Infelizmente, quando um saiu desta bolha de mentira, não foi com promessas agradáveis.

E, assim me despeço. Vou arrumar o meu Ferrari no meu barco de ouro e dormir em cima de 27 milhões de euros. Portai-vos bem




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