Número 46 ─ As empresas e as redes sociais

Bons dias meus bonitos e queridos leitores e sejam bem-vindos a mais um interessante texto aqui no blogue d’ O Gajo Que Diz Coisas e pela primeira vez vou falar de algo diretamente relacionado com a minha formação académica, algo relacionado com gestão.

A forma como as empresas se relacionam com os seus clientes mudou drasticamente nos últimos anos. Devido às evoluções tecnológicas formas antigas de publicidade como os intervalos dos programas de televisão perderam a preponderância e a posição de principal foco das empresas. As pessoas assistem cada vez menos a publicidade seja pela prática do Zapping seja pelas funcionalidades da box para passar à frente dos mesmo em programas dados previamente. Assim, as empresas focaram a sua atenção em duas frentes: product placement e as redes sociais. Este texto irá se focar nesta relação das empresas com as redes sociais.

Nunca foi tão fácil comunicar com os consumidores e as empresas aproveitaram este fator ao máximo. Por este motivo, existe posições como social media manager foram criadas e uma importância redobrada foi dada a marketing digital.

As redes sociais trouxeram algo fundamental às empresas, feedback imediato. Um exemplo claro deste feedback imediato foi a mais recente campanha falhada da Pepsi envolvendo a Kendall Jenner. A marca teve noção do seu claro falhanço graças as repercussões nas redes sociais. Esta informação em tempo real permite à empresa mudar adaptar-se ao seu público e aos seus gostos e as suas crenças. Todavia, as redes sociais têm os seus problemas. Estas novas formas de comunicação deram mais poder ao consumidor do que qualquer organização de defesa do consumidor. É muito fácil demonstrar um problema envolvendo as empresas publicando nas suas páginas pessoais das redes sociais ou as das próximas empresas. Um caso claro desta particularidade aconteceu com a United Airlines e aquele fenómeno do arrastamento de passageiros. Contudo, o problema é que as pessoas podem exagerar ou até mentir sobre o que a situação, esse mesmo post se tornar viral e a reputação da empresa ir pelo cano abaixo.

Para finalizar este tema de alguma seriedade, eu vou ter de falar de algo que poderá provocar com que o feedback instantâneo que se tornou vital para a conduta de toda a empresa acabe, e é terem assumido publicamente que olham para os perfis de Facebook de pessoas inseridas nos seus processos de recrutamento. Ouvir de ex. Diretoras de Recursos Humanos de grandes empresas que já escolheram entre candidatos com base nos seus perfis de Facebook provoca medo nesta faixa etária de recém-licenciados/recém-mestres. Se as pessoas deixarem de mostrar aquilo que gostam e desgostam no Facebook as empresas não terão a noção de quem ou a que devem associar as suas marcas. As campanhas terão menor impacto positivo e em termos de probabilidade de uma campanha ter impacto negativo nos seus clientes e potenciais clientes e a empresa não ter essa perceção não é muito elevada. Desta forma, acho que as empresas deveram ter mais cuidado na forma como olham, pesquisam e assumem esses mesmos atos devem ser revistos, senão uma das suas torneiras de informação fica seca. É já conhecido por parte dos alunos das escolas de gestão (ou business schools se também forem adeptos de coffee breaks, brainstormings e networking) para não mostrarem rigorosamente nada nas redes sociais fundamentando este bicho papão do Big Brother das redes sociais conhecidos como potenciais empregadores.

E, assim me despeço, vou estudar um pouco de estupidez acumulada que é o outro nome dado aos posts desse poço de matéria excrementícia mental conhecida  Maria Vieira.

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