Número 48 ─ Eleições ─ Um percorri de estupidez

Um grande bem-haja a todos os meus queridos e estimados leitores e sejam bem-vindos a mais um texto. Estamos no epicentro de tudo o que é eleições e, por este motivo, o tema que vos trago são as eleições. Não há um pote maior de pérolas humoristas do que umas belas eleições. Qualquer que seja o órgão, a dimensão, os candidatos, existe sempre pérolas imaculáveis que merecem ser recordadas para sempre.

Este tema passou-me pela cabeça, porque há umas semanas vi umas pérolas que mereciam ser emolduradas e penduradas em tudo o que são ETARs, que foi uma das eleições para um dos muitos núcleos da minha faculdade. Aquilo foi tão mau em tantos sentidos que devia ser caso de estudo até à eternidade. Ambas as listas tiveram um discurso de mandar a abaixo a atual direção do núcleo (atenção não estou a dizer que não é má, porque acreditem que é). Nada de errado com tal ato, o problema é quando lançam vídeos de campanha onde têm ex-membros do núcleo a apoiar as novas listas. São mensagens contraditórias. Isso e as bonitas produções feitas às três pancadas que eles denominaram vídeos de campanha. São tão maus e amadores que prefiro ver o vídeo do: “buenos dias Matosinhos” em loop.

Em tudo o que é eleições parece que há sempre personagens que se repetem sistematicamente, parece que existe uma obrigatoriedade na existência dos mesmos em toda e qualquer espécie de eleição, seja da associação de estudantes, seja junta de freguesia, passando por legislativas ou até presidenciais:


  • O palhaço se estás numa eleição e ainda não conseguiste perceber quem é o palhaço há uma possibilidade enorme que o papel seja teu. Há sempre alguém completamente fora do espectro de opções credíveis para as eleições que se candidata e o pior é que existe sempre um grupo grande de pessoas que vota nesse candidato numa de gozar com o ato da eleição ou seguindo o exemplo de um dos originários deste movimento, o Palhaço Tiririca, “pior não fica”;

  • O radicalista seja nas primárias norte-americanas ou nas eleições para delegado de turma, existe sempre lugar para um ser altamente antissistema que rompe com as crenças passadas e tenta implementar uma total reforma de valores e ideias, seja para esquerda ou para a direita. Este é o papel normalmente denominado na linguagem comum como o “lunático”;

  • O das promessas descabidas ─ em todas as eleições, em todas as listas, admitam, existem promessas completamente descabidas. Existe sempre uma promessa ou ideia eleitoral para chamar a atenção dos eleitores, mas que nunca será posta em prática. Em todas as listas para a Associação de Estudante existe ideias como: “o fim das propinas”, “festas com a participação dos U2” e afins que nunca serão possíveis de cumprir, mas está lá. É apenas uma publicity stunt nada mais.


Claro que as recentes eleições norte-americanas trouxeram uma novidade, o personagem acumulava todas estas funções, e pior ainda, foi eleito. Donald Trump ficará sempre gravado na história mundial pelos piores motivos. Continuando nesta temática do Donald Trump e explorando também o fenómeno do Brexit, outra realidade importante nas eleições e mais concretamente pós-eleições, é as pessoas que criticam as decisões das eleições, sem terem ido votar. São aqueles seres que acham que não devem tirar o rabo do sofá e as outras pessoas vão votar como eles querem. O pior de tudo é que há um crescente aumento deste fenómeno. As taxas de abstenção estão a registar máximos históricos, devia especular que as pessoas têm um desinteresse acrescido pela politica, contudo a politica nunca foi um tópico de conversa tão atual. O motivo é este mesmo, as pessoas acham que não é preciso ir votar, porque tudo será como eles pretendem.

Bem sem nada a acrescentar, vou votar na lista dos Notoriamente Espetaculares Gregorianos, e ver se está a chover em Kiev. Um abraço muito apertado.

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