Número 36 ─ Zé incapaz
Olá meus queridos e estimados
leitores e sejam bem-vindos a mais um texto que cheira a rosas e tal. Este
texto é um grito de revolta sobre uma coisa que me inquieta bastante. Este
texto foi idealizado por mim após ouvir uma entrevista num podcast que gosto
muito, denominado Maluco Beleza do Rui Unas com a Rita Ferro Rodrigues, e ao
longo da entrevista tive de dirigir à retrete pelo menos oito vezes para
vomitar. O problema que levou a este refluxo gástrico é um fenómeno do século
XXI, o Extremismo do Politicamente Correto.
Ora o que eu gostava de saber é,
quando é que foi o momento da história em que a polícia da liberdade de
expressão das redes sociais foi institucionalizada. Vamos lá por os pontos nos
i’s! Uma coisa é uma pessoa ofender outra, ou mostrar sentimentos de ódio face
a grupos específicos de pessoas e as pessoas criticarem esse tipo de
comportamentos. Esse tipo de crítica é legítima e deve ser feita, o que eu não
concordo é esta estupidez de criticar tudo o que se mete no Facebook. Estupidez
pegada. Se eu metesse alguma coisa no Facebook teria sempre comentários. Esta
policia do politicamente correto é a pior coisa inventada pelo século XXI, isso
e o Justin Bieber.
Um dos defensores deste
excrementício de conceito irrisório, que não passa de uma nova versão de
censura, é o projeto de uma pessoa já citada neste bonito texto, o projeto
Maria Capaz. Como é que se vai acabar com um problema que eu considero grave
(sem ironia nenhuma) de descriminação de um sexo face ao outro? A resposta do
grupo foi simples, fazer exatamente o mesmo, invertendo os papéis. PERFEITO!
SOMOS AS MAIORES! Eu não me importava da existência desta organização mesmo que
como uma premissa de objeto de discórdia da sociedade seja coisas como
palavras, contudo quando isso é discutido em sede de Assembleia da República,
quando uma proposta de mudar o nome do Cartão do Cidadão para Cartão de
Cidadania, como se não houvesse coisas melhores para fazer. Epa é um Je Suis
Machista tão estranho que me dá vontade de expelir urina pela orelha.
A outra piada dita anteriormente
não foi à toa, Je Suis Charlie diz-vos algo? O ataque à redação do Charlie
Hebdo trouxe tudo o que é mais tuga em nós, as incongruências. Quando houve um
ataque à redação do Charlie todos se mostraram (e bem diga-se) apoiantes da
liberdade de expressão, do humor, etc. Agora quando o Rui Sinel de Cordes faz
uma piada todos caem em cima dele? Ameaças de morte? Então agora já ninguém é
Charlie? Eu acho muito bem que não gostem, ninguém vos impede, mas não ameassem
a pessoa nem as pessoas que gostam. Agora só podemos gostar de humoristas
politicamente corretos? Até o Ricardo Araújo Pereira brincou com homossexuais, isso
faz dele um homofóbico? Se assim for não ganha um prémio da comunidade LGBT.
Pronto assim me despeço, vou
agora fazer o comer e limpar a casa porque o lugar do homem é na cozinha.
Portai-vos bem.

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