Número 28 ─ Quem não sabe ensina
Uma forte saudação aos meus
leitores e sejam bem-vindos a mais um texto. Depois de um texto altamente
refletivo fruto de uma trip de ácidos, trago-vos hoje um tema que retoma as
temáticas da Universidade e do período da escola, os professores. Os
professores na minha opinião são das profissões mais importantes num contexto
de uma sociedade moderna. Os professores ensinam a próxima geração, educam por
vezes até mais que os próprios progenitores. Contudo diga-se, existem tantos
tipos de professores que merecem sem dúvida uma análise cuidada, dos bons aos
maus, dos interessantes aos desinteressantes, por isso vamos falar dos
professores que já nos passaram pela vida:
- Os debita matéria ─ são aqueles tipos de que se limitam a fazer o que é estipulado. Os reis do programa, os que não têm qualquer tipo de brio na sua profissão. Se eles se avaliassem a si próprios teriam de dar um 9,5; é positivo, mas por pouco. Se a prestação sexual for do mesmo calibre eles são especialistas na rapidinha com soneca no fim;
- Os lista telefónica ─ tenho para dizer que dei de caras com este tipo peculiar de professores ao fim de 15 anos de escolaridade, repito 15 anos. Eu nem sei até que ponto este é um tipo de professores ou simplesmente um caso isolado. É uma pessoa que dá uma cadeira recorrendo apenas, de uma forma altamente peculiar, ao uso da sua vasta coleção de contactos do seu telefone para preencher a totalidade das horas supostamente de aulas. Em cerca de 22 horas lecionadas apenas duas foram pelo próprio professor. É algo tão genial que me faz pensar que quero ir para professor, já fui buscar a lista telefónica;
- Os que não percebem nada daquilo ─ sim ao contrário do que se pode pensar, há professores que não percebem nada daquilo que lecionam, percebem tanto daquilo como o Jorge Jesus de língua inglesa, o Pedro Guerra de justiça desportiva, a Maria Leal de canto lírico ou eu de física quântica. A sério são mesmo mauzinhos. Tive um numa cadeira particular, prefiro não lembrar desse senhor;
- A enciclopédia humana ─ são a Wikipédia humana, sabem tudo. São aquelas pessoas que nasceram antes da era da internet e por esse motivo, decoraram tudo o que existe no mundo. Este tipo de professores está em extinção porque um dos problemas da internet é que a única coisa que os jovens decoram é os links dos sites de pornografia e mesmo assim já os metemos nos favoritos para evitar esse trabalho;
- Os que padecem de espírito jovem ─ há uma razão pela utilização do verbo padecer neste caso, porque claramente há professores que parecem que tem uma doença degenerativa grave de tentar de ser jovem. Eles vão ao Bairro Alto com os alunos, falam de forma cool e fixe, contudo, na minha humilde opinião é só uma forma de serem os próximos Taveira desta vida;
- Os que estão por obrigação ─ quem não sabe ensina, ou melhor, quem por vezes não tem sucesso ensina. Obviamente há pessoas que toda a sua vida quiseram ensinar, quiseram passar o seu conhecimento à próxima geração, outros não arranjaram emprego e ficaram com um tacho a dar aulas. Diga-se de passagem que se nota à distância quem são estes professores, tem o mesmo vazio dos olhos das pessoas que trabalham em call centres. Eles estão desejosos de sair dali todavia não conseguem tal como o Dengaz, dizer que não.
E sem nada mais a acrescentar me
despeço. Espero que vocês voltem para a semana onde vos vou trazer mais um
texto belo e bonito. Um grande beijinho às raparigas bonitas que me veem.

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