Número 24 ─ O sentido da vida: uma reflexão introspetiva da realidade
Um forte bem-haja a todos os meus
queridos e estimados leitores e bem-vindos a 2017. Como já repararam as
diferenças são apenas a incontinência generalizada envolvendo a chegada
iminente do governo de Donald Trump. Decidi iniciar o ano com um texto
refletivo sobre o sentido da vida. Este texto será uma explicação da minha
forma particular de ver o período de tempo, entre o nascimento e a morte, a que
chamamos vida.
A vida, na minha humilde opinião,
é quase que sobrevalorizada. A olhar para a minha geração e a ideia intrínseca
de carpe diem que é perpetuada, é o contrário da forma fria e lógica que olho
para a minha própria existência. Eu olho para mim como um número, uma
estatística. A diferença que faço no mundo não é suficientemente importante
para que, a minha existência ou o inevitável fim seja, algo que me preocupe.
Desta forma, preocupo-me a viver a minha vida sem me preocupar com o que os
outros possam pensar de mim.
Este claro distanciamento com a
sociedade típica, faz com que certas pessoas olhem para mim como malcriado.
Chamem-me malcriado, mal-educado, como já aconteceu recentemente, com todo o
respeito, não é a vossa opinião que me vai mudar a minha forma de ser. Desde
novo tentei ao máximo, à exceção de um grupo muito restrito de pessoas, de me
preocupar com pessoas e até lhes dar importância. Esta forma de ver a vida faz
com que, numa utopia mental durante algum tempo, a minha plenitude passasse por
o fim da dependência sentimental com todo o mundo. Esta ideia ficou enraizada
depois de ser, na falta de melhor palavra, abandonado recentemente por uma
pessoa ao qual senti uma grande ligação. Esse recente episódio foi algo
traumatizante para mim. Este episódio mudou-me. Por um lado, fez-me dar razões
para a forma como via as pessoas e como as pessoas me viam. Por outro lado,
fez-me duvidar de tudo à minha volta. Todos os laços que tinha para além desta
pessoa forma postas em causa. Agora, finalmente, depois de muitos meses, sinto
que ultrapassei esta situação. De facto, durante este período passei por
sentimentos internos que não gostei. Passava de ódio para com essa pessoa, para
ódio para comigo próprio, para ódio com o mundo em geral. Curiosamente na pior
semana em termos de exigência mental, foi a semana que consegui ultrapassar
este abandono. Agora sinto-me completamente bem com a ideia que posso ser
substituível, não me faz diferença nenhuma, essa ideia e a pessoa que me
plantou essa ideia.
Estes episódios fizeram que
concluísse que o sentido da vida não tem importância nenhuma, isto porque não
acreditando em vida para além da morte, a vida é apenas o período entre duas
diferentes formas de inexistência. Aquilo que temos de fazer nesse período é
usa-lo de forma criteriosa para gastar connosco e com aqueles que nos fazem
bem. Nela passarão pessoas que nos vão prejudicar, que não vamos gostar e que
até podemos começar a ter ódio por elas, mas sinceramente não há necessidade de
nos preocuparmos com elas. Elas vão continuar a ser como são, independentemente
da idade. A essas pessoas resta-nos ignorar, que nem merecem uma palavra do
nosso vocabulário.
E, assim me despeço, espero por
vocês para a semana para mais um texto, esta que é uma semana importante porque
faz aniversário uma personagem do universo do Harry Potter, por isso Leda
Lestrange, feliz aniversário.

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