Número 25 ─ Nerds ao poder
Uma grande saudação aos meus
leitores e bem-vindos a mais um texto nesta bonita e interessante quinta-feira.
O tema que vos trago é algo que me marca muito e além disso está cada vez mais
em voga, a comunidade geek. Parece que atualmente as pessoas estão a sair do
cacifo para mostrar toda a sua geekness, cacifo este onde estavam entalados por
causa dos tipos populares do liceu.
Eu sou um geek, mas um geek que
podia perfeitamente ser um personagem do Big Bang Theory. Gosto de tudo o que
um geek gosta: videojogos, cosplay (para aquelas pessoas que não sabem cosplay
é os Coldplay para fanhosos), super-heróis, Star Wars, mamo tudo isso como um
recém-nascido esfomeado. Tudo isto me fascina, tudo isto me faz feliz. No entanto,
ando cada vez mais chateado com a sociedade atual, porque todos se acham geeks.
Não sei até que ponto o facto de
malta denominada e passo a citar “choninhas” como o Mark Zuckerberg terem
sucesso e possuírem elevadas quantias de dinheiro nos seus bolsos os faz
parecer cool então todos começam a tirar do armário as t shrits com bonecada
que tinham nos tempos de miúdos. Para as raparigas as figuras que fazem ao sair
à rua são iguais aos que fazem normalmente visto que as camisolas que mais
parecem um sutiã estão na moda. Malta fique aqui um ponto assente, não é por
terem visto o trailer do Rogue One que faz de vocês fãs do Star Wars, nem isso
nem terem um Chewbacca no meio das pernas.
Este encanto pela cultura nerd
tem rendido rios de notas para muitas empresas. A Disney adquiriu a Lucasfilm e
a Marvel e graças a isso lá se foi o dinheiro que era para o clearasil para as
mãos da empresa do rato (poderia inserir a piada com o feminino de rato mas ia
cair numa piada fácil e repetitiva). A quantidade de filmes para a comunidade
nerd que inundou os cinemas nestes últimos tempos é absolutamente incrível: de
Star Trek a Star Wars, de Marvel a DC, de Warcraft a Assassin's Creed, é tanta
coisa que a minha mesada tal como a reforma do Cavaco Silva não chega para as minhas
despesas, infelizmente esta desculpa não colou aos meus pais e mantenho-me com
a mesma remuneração.
Ora como dito anteriormente a
geekness está na moda, contudo é só em roupa, o que acho mal. Na rua,
encontramos tanta rapariga bonita com camisolas do Darth Vader, porém tentem lá
convencer a ir ver o novo Star Wars… obviamente é igual ao título de uma
popular saga de filmes “Missão Impossível”. Além de não veres esta brilhante
obra de arte vais ter de gramar com as 50 Sombras de Grey, aquele filme que enganou
muito rapazes que foram ao cinema à espera de bom forrobodó e afinal só vês um
par de seios de qualidade mediana e um arbustozinho, mais valia ver o Game of
Thrones que tem tudo o que um homem pode pedir, mamas e porrada. Diga-se de
passagem, que as raparigas andam a gozar com a nossa geekness. Havia uma
rapariga de que até tinha algum tipo de interesse que passou um ano inteiro a
dizer que ia ver o Star Wars e qual foi o resultado? Não viu. Raios ma partam
acabaram logo com a alegria do meu viver.
Obviamente se falar da cultura
geek tenho de falar o que é meca para esta comunidade, a Comic Com. Eu tive o
privilégio de ir lá nesta última edição e foi uma experiência sobrenatural, por
um lado fui no sábado, o dia com mais afluência, um dia com tanta afluência que
mais parecia uma quinta-feira no PLACE e com o mesmo tipo de fatos reveladores,
por outro lado fui com o meu pai, e ver o meu pai a tentar se controlar para
não dar uma belinha a cada visitante foi deveras engraçado.

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