Número 21 ─ O Tom Odell não é o único

Como estão os meus queridos, perfumados e reluzentes leitores, bem-vindos a mais um texto e aviso desde já que estou naqueles dias mesmo alegres e por sinal a vista não é das melhores. Desta forma, estou mais maldisposto que o Gru, porém não possuo minions e o máximo que arranjo é uma imitação falsa dos chineses com cabelo de caniche do Vietnam que importei do Brasil. Foi, diga-se uma péssima compra minha, já até tentei devolver, contudo uma peça daquelas as pessoas nem a querem mesmo que tu pagues para isso.

Hoje regresso ao tema da indústria musical, contudo vamos falar de maus artistas. Ao contrário de dois textos anteriores, este texto é sobre bons artistas que tiveram um descuido, um traque com molho na sua carreira, estes são aqueles tipos de artistas que são feitos da mesma matéria que é estrumada a terra. Vamos então analisar:



  • D.A.M.A. ─ o acrónimo para Deixa-me Abrir a Mente Amigo, devia ser na verdade o acrónimo para, Devíamos Aprender Música Agora. Sinceramente, alguém já escutou as letras dos rapazitos? Eu tentei gostar dos rapazes, mas “não dá não dá não dá”. O facto de as letras serem tão insipidas como comida de hospital, sem conteúdo nenhum como uma folha de papel vazia, incomoda-me seriamente. A sério, ao contrário das músicas em inglês, estas não podemos dar a desculpa de não perceber as letras, e as letras são tão fracas que mete dó;


  • Tom Odell ─ o meu ódio de estimação que veio não dele, mas de uma rapariga que infelizmente conheci. Contudo diga-se a música do rapazito não é a melhor. Acho sinceramente que o rapaz é música comercial para TPM. Ai que o rapaz é tão sofrido… Por amor de Deus, é letras para fazer reblogue em Tumblr de pitas;


  • Steve Aoki ─ por amor de Deus, como é que este DJ tem sucesso? É um tipo que faz música tão má que os meus ouvidos são capazes de vomitar e atira com bolos. E o pior de tudo é que eu descobri isso num concerto dele. Obviamente fui ao concerto enganado, com amigos meus no meu primeiro Optimus Alive e foi a experiencia mais surreal que tive. Raparigas a gritar CAKE ME enquanto o Steve atirava bolos. Depois as miúdas todas sujas com chantili a escorrer pela cara abaixo começam a gritar de felicidade. Se não tivesse contextualizado iria jurar que aquilo era algum tipo de novo fetiche;


  • Qualquer cantor de Kizomba ─ a sério esta nova moda do Kizomba faz-me tanta confusão ao externo que estou constantemente com falta de ar. Contudo pior de tudo é as pessoas que pensam que sabem dançar Kizomba, principalmente brancos a dançar Kizomba. Eu tenho um amigo que foi aprender a dançar isto, mas se tu pareces lixivia esquece, nunca vais aprender Kizomba. Há um gingar especial que os brancos não conseguem ter, é escusado. Dediquem-se à valsa. De salientar que qualquer música de Kizomba é sempre igual, é sempre à volta de sexo, engatar gajas e sexo. Hás tanto sexo é explicito nas músicas de Kizomba que mais parece uma produção da Érica Fontes;


  • Justin Bieber ─ não preciso de me adiantar muito. Se não és uma pita irritante sabes o porque de o Justin Bieber ser mau, se és, os teus pais devem ter muita vergonha de comprar todas as bugigangas que tu pedes que tem a fronha do rapaz;


  • Enrique Iglesias ─ o que é que aconteceu com o Enrique Iglesias nestes últimos anos, alguém ajude o homem! Ele está a passar uma crise de meia idade. Parece que tomou um clister de reggaeton chunga pelo reto acima. Durante um ano inteiro esteve a fazer dinheiro de versões do “Bailando”. Enrique tu até eras bom… por isso, e fazeres música boa pode ser?;


  • Ivete Sangalo ─ a sobreposição fez-me detestar a Ivete. Vocês lembram-se da música do Pingo Doce “Venha ao Pingo Doce de janeiro a janeiro”? A primeira vez que ouvimos a música pensámos: “Olha está aqui uma música gira” depois ouvimos tantas vezes que preferíamos pegar no carro e ir até Trás-os-Montes ao Continente do que ao Pingo Doce que temos ao virar da esquina da nossa casa em Lagos. Era completamente insuportável. Ora, eu tenho esse sentimento de dois em dois anos, porque há três coisas certas na vida: a morte, os impostos e o concerto da Ivete Sangalo no Rock in Rio, este ano até houve dois! Eu gosto de pensar que quando houve problemas no concerto dos Korn a primeira coisa que passou pela cabeça da Roberta Medina foi: “Cadê a Ivete”. Imaginem a felicidade dos fãs de Korn de em vez de verem a banda que estavam à espera, terem uma brasileira a cantar “Poeira, Poeira”. Essa imagem mental faz-me logo esboçar um sorriso;



E, sem mais nada a acrescentar, me despeço. Vou agora começar com a minha greve de fome anual de preparação para o Natal. Espero que tenham uma semana boa e que espero por vocês para a semana para mais um texto. E está aqui Maria Leal só para vocês.



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