Número 17 ─ Bora sair in the club yeah
Bem-vindos meus queridos e
estimados leitores a mais um texto. Desta vez, vou falar de um tema recorrente
nos meus textos, porém nunca foi explorado como deve ser, as saídas noturnas.
Para quem me conhece isto não será novidade, eu detesto sair à noite e a razão
é simples, eu detesto locais para sair à noite. Eu só saio à noite para uma
coisa, concertos. Eu adoro música e por gostar de música e não de caca sonora, não
gosto de sair à noite. Todavia, para todos aqueles que tenham intenções de sair
hoje ficam aqui opções bonitas para sair à noite para o deleito de todos vós:
Discotecas ─ o mais conhecido e na minha opinião a mais reles das
opções de sair à noite. A discoteca tornou-se no sítio mais chunga de todas as
opções para sair à noite. Eu não sei porquê até houve desleixo por parte dos
proprietários de estabelecimentos deste calibre.
Antigamente pessoas com alguma
projeção é que eram os RPs destes estabelecimentos, agora qualquer pega do
Facebook com mais de mil amigos e um bom decote é RP. Eu acho graça a estas
miúdas que pensam que são especiais, quando na verdade são um par de seios
baratos nada mais. Atualmente há mais RPs numa discoteca que clientes.
Outra coisa que tem piorado
nestes espaços é a música. A música numa discoteca é tão má tão má tão má que
só é superado por um concerto do Tom Odell, onde as fãs cheias de alegria dele
sonham fazer amor gostoso com o não talentoso cantor. A música de uma discoteca
está ao critério de um DJ, pronto chamar DJ a estas pessoas pode ser exagero, é
um tipo com um sistema de DJ da feira da ladra devidamente equipado com uma Pen
de 8 GB carregadinha dos seguintes géneros músicas: reggaeton do chunga,
kinzombada da boa e música eletrónica a base do Punts Punts Punts.
Rooftop/ Gin Bares/ Lounges ─ são as versões gourmet dos tradicionais
bares que toda a gente conhece. São os locais favoritos dos betos, os hipsters
e qualquer ser humano que veio da zona de Cascais. Estes são os locais das
bebidas todas pipis, e cheias de enfeites, todavia a percentagem de álcool
existente nestas bebidas são quase nulas. Se és daquelas pessoas que gosta de
sair à noite para apanhar aquele tipo de bezana que acabas num carrinho do
Continente à porta do Hospital Santa Maria com um papel colado no peito a dizer
“Ajudem”, não será os estabelecimentos ideais para vocês.
Nestes estabelecimentos, os clientes
pagam num dia o que qualquer pessoa gasta numa vida inteira a ir aos
tradicionais supermercados abertos até às tantas (sim esses, não vou dizer a
palavra pejorativa que vocês estão a pensar) em Santos e no Bairro Alto, por
falar nisso….
Santos
e Bairro Alto ─ é o sítio rasca que tu vais para apanhar uma bezana. O cheiro
inconfundível a urina que existe nestes bairros típicos são o prenúncio do que
estes bairros deixam aos seus visitantes. Uma panóplia de deboche regada com
muito álcool. É algo deprimente olhar para estes bairros sóbrio à noite. Se de
dia parecem com qualquer outro bairro tradicional de Lisboa, à noite é povoado
por gregos por toda à parte, raparigas de trajes menores e pessoas deitadas a
disfrutá-la.
Claro que existem outras formas de
saídas noturnas que pela forma de serem pontuais não as pude meter na pequena
lista acima referida, todavia, tenho de fazer referência:
Jantares
académicos ─ há pessoas que vivem para isto. Já saíram da universidade há
tanto tempo, já com filhos e emprego estável e seguro, quando chega a esta
altura, voltam a ter vinte e picos anos e fazer estupidezes. Estas são as
pessoas que se a praxe fosse um emprego e fossem remunerados nunca mais sairiam
de lá.
Os jantares académicos são a maior
jabardice de todos tempos, são a Casa dos Segredos dos jantares. Existe uma
coisa que era completamente dispensável num jantar académico, a comida. Ninguém
vai a um jantar académico por causa do comer. Na verdade, a qualidade e a
quantidade da comida destes jantares deixa muito a desejar, todavia, o serviço
de “bebida à descrição” faz as delicias dos estudantes académicos. Assim, os
jantares académicos são uma forma de usar a praxe como desculpa para apanhar a
real buba e por vezes irem para a cama com padrinhos, madrinhas e coleguinhas.
Tenho para dizer que aquela tradição de comerem em cima das capas e depois sujá-las
de forma imunda com restos de comida, bebida e assim já devia terminar. É como
se fossemos comer para o meio da pocilga.
Jantares
de cursos ─ uma variante dos jantares acima referidos, contudo digamos mais
limpos. Há semelhança com os jantares acima referidos vamos com roupa para
deslumbrar e tentamos, repito tentamos parecer mais civilizados. É o tipo de
jantar onde é comum várias coisas, o meia-leca voltar com a vai com todos, a
tipa que tentou engatar o todo bom sem sucesso comer três desconhecidos até ao
final da festa, etc., etc., etc. Os jantares de curso são, para muitos desses
núcleos espalhados pelas universidades a única coisa que fazem o ano inteiro,
isso e algumas conferências cujo público me faz lembra uma antiga série de
televisão, “Two and a half men”.
Jantares
em casa com os amigos ─ um clássico, sem dúvida nenhuma. O objetivo
destes jantares é recriar o que existe nos jantares acima referidos, com menos
gente e talvez menos confusão. Obviamente, estes jantares têm as suas
vantagens, se souberem cozinhar poderão comer melhor, beberem algo com mais
classe e não vermos aqueles colegas que odiamos com o coisinho e aquele que
anda sempre com ele, aquela burra, ou aquela que quando tu vês te apetece tomar
banho de lixivia.
E sem mais nada para dizer me despeço.
Espero que tenham gostado desta bonita cornucópia de parvoíce. Eu terei que me
ir embora porque tenho de ir embalar duzentas cópias do “Inside Out” just in
case. Falando em “Inside Out”, se eu tivesse nos Açores gostaria de ter uma
vaca chamada alegria, era giro. Imaginem só a quantidade de piadas que podia
fazer: “tirar leite é uma alegria”, “pastar é uma alegria”, “estrumar é uma
alegria”, era tudo uma alegria com uma vaca destas.

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