Número 9 ─ Harry Potter
Bem-vindos a mais um texto d’O
gajo Que Diz Coisas. Este texto será especial para mim porque simboliza uma das
coisas mais importantes da minha infância, os filmes e os livros do feiticeiro
mais famoso do mundo Harry Potter.
O meu primeiro contacto com o
mágico mundo de Hogwarts foi com o primeiro filme, o já clássico “Harry Potter
e a Pedra Filosofal”. Lembro-me que tinha o filme em cassete VHS e nunca na
história do meu gravador um filme foi tão rebobinado. Era para um pequeno rapaz
de 6 anos, o melhor filme de todo o sempre que merecia todos os Óscares de
todas as cerimónias e merecia que todos os cinemas só passassem em Loop este
filme. Eu fiquei completamente maravilhado e eu sei que não fui dos tipos que
leu o livro, mas nessa altura o máximo de livros que lia era as bandas
desenhadas do Tio Patinhas, que, diga-se tem, uma narrativa mais complexa que
Os Lusíadas. Que obra de arte da cinematografia. A história centra-se na
química de três amigos: Ron Weasley interpretado por Rupert Grint, Hermione
Granger interpretada pela belíssima Emma Watson e o personagem principal Harry
Potter interpretado do Daniel Radcliffel.
O primeiro filme conta a história
de Harry Potter, um rapaz órfão com uma cicatriz de um raio na testa que descobre
que é feiticeiro e é enviado para uma escola de feitiçaria onde fica a conhecer
que os seus pais foram assassinados por um feiticeiro do lado negro. Parece um
enredo algo simples, porém Harry Potter tornou-se o filme de uma geração. Eu
lembro de citar diálogos inteiros do filme com uma facilidade surreal de tantas
vezes que eu vi esta obra de arte de duas horas e meia. A pedra filosofal
estava tão enraizada em mim que quando soube que existia um poema chamado “A
Pedra Filosofal” de António Gedeão decidi lê-lo e não podia ter ficado mais
enervado. O raio do poema não tinha uma única referência a quidditch, feitiços
como wingardium leviosa ou ao professor Dumbledore. Achei nessa altura um texto
muito muito fraquinho.
Eu era completamente obcecado com
esta história. E, tal como eu, toda uma geração. Graças a esta obsessão foram
feitos até ao momento oito filmes sendo que mais três serão lançados como spin
offs sob a denominação “Wild Beasts and Where To Find It”, sete livros que
conta a história principal, três livros de spin off, uma peça de teatro e o seu
respetivo roteiro, uns quantos jogos de consola, parques temáticos, etc.
O Harry Potter abriu-me os
horizontes para muita coisa. Foi o Harry Potter que me fez gostar de ler, foi
com o Harry Potter que descobri o que era CGI e como se podia usar de forma
correta, foi com o Harry Potter que tive a primeira paixoneta por uma
celebridade (raios ma partam se a Hermione não haveria de ser minha namorada,
claro que essa posição com o passar dos anos foi cedida para a Scarlett Johansson,
todavia a menina Emma continua muito bem classificada) e foi que com o Harry
Potter que tive o primeiro sentimento de morte e substituição. Claro que para a
maioria das pessoas isso acontece com um peixinho dourado, comigo aconteceu com
o Albus Dumbledore. Com a morte de Richard Harris o papel do feiticeiro mais
poderoso do mundo passou a ser desempenhado por Michael Gambon. Graças a este
fascínio por este mundo de feitiçaria a J. K. Rowling tornou-se uma das
escritoras com mais sucesso em todo o mundo e uma das mais ricas. Não me
importava nada de escrever livros infantis se tivesse o mesmo tipo de sucesso.
Imaginem as raparigas que conseguia engatar.
Vamos ser sinceros, os rapazes
não conseguem engatar a dizer que há oito anos se mascararam de Harry Potter no
Carnaval o que é pena, pois tinha uma panóplia tão grande de frases de engate
envolvendo este mundo. Desta forma, vou partilhar com os meus queridos e fofos
leitores algumas dessas que vos pode fazer jeito se forem ver a peça ou ao
parque temático: “Só podes ser feiticeira, acabaste de me lançar o wingardio
leviosa”, “Queres ver a minha pedra filosofal, acredita que nunca mais irás
morrer”, “Gostas de jogar Quidditch então anda a bater umas Bludgers”, “Só
posso ter bebido uma poção Felix Felicis porque foi uma sorte conhecer-te.”
Eu cresci e tal como eu a saga
também cresceu. Houve certos hits and misses ao longo dos filmes e séries. Por
exemplo, o meu filme favorito é o terceiro, o “Harry Potter e o Prisioneiro de
Azkaban” foi o com menos sucesso na bilheteira. No inverso, o que acho que é
uma abominação de filme é baseado no que é para mim o melhor livro da saga, “O
Príncipe Misterioso”. O livro explora talvez a melhor personagem da saga e a
melhor prestação em cinema, o professor Severus Snape brilhantemente interpretado
pelo Alan Rickman.
Eu tenho, no entanto, de afirmar
que ando meio chateado com a senhora J.K. devido ao seu site Pottermore. Ao
fazer os testes para saber que equipa seria deu-me que seria da equipa dos Hufflepuff,
a equipa mais choninhas de Hogwarts. A equipa é tão choninhas que até a
porcaria do gajo vampiro que gosta de uma humana sem nenhum tipo de talento
para representar do Crepúsculo é dos Hufflepuff. Quando soube deste resultado
ia partindo o computador à martelada. Reparem os Gryffindor são os destemidos,
os corajosos, a equipa do Harry. Os Slytherin são os mauzões, a equipa do
Voldmort, a equipa dos matreiros. Os Ravenclaw são os inteligentes, aqueles que
usam a razão. Eu lembro-me de ficar cheio de inveja da melhor amiga por ela ser
dos Ravenclaw. Todavia, existe a probabilidade dos Hufflepuff se tornarem os
tipos mais fixes de sempre. A esperança de toda a equipa de cor amarela cai num
homem, Newt Scamander. Vá lá Newt, makes us proud.
E, assim me despeço, que ainda
tenho de ir ver todos os filmes em loop durante 7 vezes. Acho que vou meter
baixa até ao Natal. Espero que tenham uma semana dentro dos possíveis porque se
a Troika sabe que andamos a ter semanas excelentes ainda volta e obriga a fazer
um imposto sobre semanas excelentes. Volto na próxima quinta à mesma hora. Um
aperto de mão a todos porque os abraços são muito desagradáveis.

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