Número 8 ─ Geração Disney Channel
Um grande bem-haja para os meus
leitores nesta linda quinta-feira. Hoje trago-vos um tema ao qual denominei
geração Disney Channel, a geração atual de adolescentes e pré-adolescentes. Não
sei o que se passou em pouco mais de 6 anos, mas a diferença entre a minha geração
quando era adolescente é enorme, pois eu apresento como explicação o Disney
Channel.
O Disney Channel gracejou as
nossas televisões por cabo em 2001 tinha eu 6 anos, desta forma eu faço parte
de uma das primeiras gerações com este canal. São tempos bastante distantes
onde a MTV passava música em vez de programas que redundam em porrada e/ou
promiscuidade, o Trump estava longe da política norte-americana, o Correio da
Manhã ainda era só em papel e o Sporting não tinha de esperar décadas para ser
campeão, em resumo, tempos melhores que não voltam. Nessa altura víamos no
Disney Channel os desenhos animados do Mickey Mouse, do Hercules, do Timon e
Pumba. Eram desenhos que tinham histórias divertidas com moral sem nenhum tipo
de marotice. O máximo de estupidez que tínhamos na nossa programação era o
Dave, o Bárbaro, mas preparava os pequenos para realidades futuras como
culturistas que têm medo de aranhas e afins, algo tão presente no nosso
quotidiano. Ora, qual foi o maior erro que o canal da empresa que detém neste
momento a Lucasfilm fez na sua reencarnação portuguesa, as séries não animadas.
Tudo advém da conjunção de dois factos que são autónomas, todavia contribuem
para o cataclismo da sociedade juvenil: o facto de serem facilmente
impressionados e imitarem sistematicamente o que veem e por outro a direção do
canal não controlar os protagonistas destas séries.
Quando as séries começam os
protagonistas são todos inocentes, excelentes roles models para os nossos
petizes, não obstante, chega sempre a altura em que estas estrelas juvenis ão o
salto para as longas carreiras usando um mecanismo complexo de difícil aplicação:
despirem-se. Não sei porquê, mas mal uma estrela saí do grande circulo do
Disney Channel começa logo a tirar tudo o que é roupa e mostrar o corpo saído
da puberdade para o mundo. É como se dissessem já não sou cliente do Clearasil
por isso olhem para o meu corpo. Os originadores desta moda até são antes da
chegada do canal a Portugal com o Clube Disney, o dos Estados Unidos não o
português se bem que toda a gente já viu a Carolina Patrocino de biquíni e não
sabe bem o que pensar disso. Nesse clube saído duas raparigas que viriam a ser
estrelas mundiais: a Britney Spears e a Christina Aguilera. Todos se lembram
naquela altura onde em todas as edições que aparecem de revistas cor-de-rosa as
partes baixas da Britney, por exemplo, e os trajes que trazia vestidos nas suas
atuações não deixavam muito a desejar. Era caso para dizer sempre que mostrava
mais do que devia: “OOPS I did it again”. Já a Christina começou de forma menos
porkitchona na zona das roupas, apostando no inicio sim das letras: “I’m a
genie in a bottle you gotta rub me the right way”, até que veio o videoclipe de
Dirrty, que trouxe todo um novo encanto para o desporto de combate. A todos os
rapazes adolescentes que me leem aconselho-vos a ler.
No entanto, o vírus pôs-Disney
Channel aumentou com o passar dos anos tendo o seu expoente máximo com a Miley
Cyrus. A outrora singela e pacata Hanna Montana tornou-se numa máquina de twerk
e lamber ferramentas, algo muito mal para os jovens visto que a procura das vacinas
contra o tétano exponencialmente. E, foi muito graças à Miley que temos a
geração juvenil que temos agora.
Sinceramente eu não percebo esta
geração. Com 14 anos vestem-se como muitas não se vestem para ir para o Main.
Esta geração tem tanto respeito pelos mais velhos, como o PAN tem respeito pela
tourada. Depois tem gostos muito, muito duvidosos. Sabem recitar todas as
letras do Justin Bieber como as falas do 50 Sombras de Grey. Quando estas
raparigas chegarem a velhotas pergunto se alguma vez de forma saudosista: “No
meu tempo é que havia boa música, Justin Bieber e Miley Cyrus.”. Se tal
acontecer, imaginem o estado do panorama da música POP daqui a 50 anos. Estas
meninas com 14/15 anos já conhecem de trás para frente o Bairro Alto, já
fizeram mais abortos e lavagens ao estômago que eu fiz cadeiras e, de uma
maneira geral, refletem uma geração que quer fazer tudo precocemente.
Agora a todos os pais destas
meninas o meu conselho é simples, em vez de deixarem as suas filhas verem o
Disney Channel, ponham DVD’s dos bons desenhos do Mickey. Garanto-vos que o
famoso rato nunca fumará uma ganza nem dançar com o seu rabo e, enquanto isso,
vou esperar que a Violetta faça uma produção ousada para a Playboy daqui a 10
anos.

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